O presidente do Chega condenou a prática de “quaisquer crimes que envolvam ataques contra a vida ou integridade física” do ser humano e sublinhou que o partido não defende “o ódio racial”.

O Chega é completamente contra quaisquer crimes que envolvam atentados contra a vida humana e ataques contra a vida ou integridade física de terceiros”, afirmou André Ventura, num vídeo divulgado pelo partido.

Segundo o líder do Chega, o partido, os seus militantes e dirigentes e o seu programa “em nada advogam o ódio racial”, pelo que “ninguém pode atuar em nome do Chega com violência”.

Nada nos move contra as minorias. O que o Chega defende é que as minorias têm que cumprir as mesmas regras da maioria em Portugal e não têm cumprido”, referiu.

André Ventura falava a propósito da detenção pela Polícia Judiciária (PJ) de um candidato do seu partido, de 53 anos, suspeito de ter efetuado disparos com arma de fogo contra uma família sueca, no concelho de Moura, distrito de Beja, “aparentemente por ódio racial”.

Contactada pela agência Lusa, uma fonte policial indicou que o detido integrou a lista de candidatos do partido Chega à Junta de Freguesia de Póvoa de São Miguel, no concelho de Moura, nas eleições autárquicas de 26 de setembro.

No vídeo, o presidente do Chega realçou que o programa e os valores fundamentais do partido são “em torno da vida e da sua defesa e estruturalmente contra quaisquer ataques que envolvam o seu fim ou atentados à integridade física do ser humano”.

Para nós, a vida humano é sagrada”, salientou, insistindo que “ninguém em nome do Chega”, do seu nome ou “em nome de qualquer programa político” que envolva o partido “pode realizar ou advogar violência”.

/ HCL