"Assume-se de especial importância a redinamização das relações com a Turquia - um dos principais eixos da estratégia europeia para lidar com o fenómeno migratório. Goste-se ou não a Turquia, verdadeiramente, já faz parte da União Europeia."


"Não tenho dúvida de que a prevenção é a chave para o combate ao radicalismo. As politicas habitacionais e sociais que têm criado na Europa viveiros de radicalismo têm de ser combatidas. A coesão social é uma das formas de prevenção."




"A Europa tem um dever de proteção. Não podemos ter as fronteiras fechadas a quem nos pede auxílio. Associamo-nos aos que estão disponíveis para apoiar. Portugal deve disponibilizar equipas técnicas para o acolhimento e rastreio das pessoas que pedem auxílio e a disponibilidade acrescida para acolher refugiados que estão na Turquia."


"Há valores fundadores da UE e é insusceptível de discussão quer a liberdade de circulação, quer o principio da não discriminação. São duas posições que temos de deixar muitas claras no debate com o Reino Unido."


Sobre a União Económica Monetária, o primeiro-ministro defendeu mais coordenação económica e fiscal como sendo a "única via para o relançamento económico da União Europeia" e salientou a importância do programa Juncker para impulsionar o investimento.

A última intervenção do primeiro-ministro terminou com um conselho, carregado de ironia, a Luís Montenegro, do PSD. O deputado social-democrata tinha dito, minutos antes, que o primeiro-ministro se sentia confiante "de braço dado com o Avante", numa alusão ao apoio parlamentar do PCP. E Costa respondeu à letra.

"Gostaria que aproveitasse este período natalício para meditar que eu já registei que já esta invejoso. Só não sei se está invejoso da falta do amor do PCP pelo PSD ou da falta do amor do PS pelo PSD. A inveja não é boa conselheira e é bom tempo de arrepiar esse caminho."