O secretário-geral do PS, António Costa, insistiu este sábado no papel dos autarcas na aplicação dos fundos comunitários que o país irá receber nos próximos anos e cujas prioridades serão definidas a nível local e não em Lisboa.

Costa falava, em Mirandela, num comício de apoio a Júlia Rodrigues, presidente e recandidata do PS a esta Câmara do distrito de Bragança, onde o líder socialista iniciou um périplo que o levará durante o fim de semana a vários concelhos do interior Norte de Portugal, de Bragança à Guarda.

A tónica do discurso de António Costa tem sido que das eleições de 26 de setembro saiam autarcas “com ambição para que os próximos fundos comunitários”, no caso na região Norte, “sejam plenamente aproveitados para o desenvolvimento regional”.

O próximo mandato autárquico vai ser muito importante”, reiterou António Costa, salientando que os municípios vão ter novas competências em várias áreas e que as próximas decisões sobre como aplicar os fundos comunitários vão ser feitas por quem responde perante os autarcas da região, as Comissões Regionais de desenvolvimento Regional (CCDR).

O líder socialista reiterou que as autarquias vão ser também parceiros fundamentais na execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

A famosa bazuca não vai ser executada também lá em Lisboa, vai ser executada pelas empresas, pelas universidades, pelos politécnicos, pelas entidades do setor social, mas vai muito executada pelas autarquias locais”, destacou.

Por isso, acrescentou, o país precisa de “autarquias que estejam na mesma empenhadas em investir na habitação, nos transportes públicos, na articulação com o terceiro setor (social) para desenvolver equipamentos como, por exemplo, a rede de cuidados continuados integrados”.

O secretário-geral do PS voltou a falar do desafio demográfico e da necessidade de as políticas públicas ao nível local e central se alinharem muito bem para resolver os problemas e valorizar o interior de Portugal.

Costa insistiu na qualificação dos jovens e no papel da investigação para valorizar os recursos locais e criar emprego mais bem remunerado.

O líder socialista referiu que para percorrer este caminho são necessários autarcas como a socialista Júlia Rodrigues, que há quatro anos conquistou o bastião PSD, ao ganhar a presidência da Câmara de Mirandela liderada há 40 anos pelo CDS-PP e pelo PSD.

António Costa seguiu, ainda na manhã deste sábado, de Mirandela para Chaves, no distrito vizinho de Vila Real.

/ NM