O primeiro-ministro, António Costa, falou, este domingo, aos jornalistas à entrada o Conselho Europeu, que vai no terceiro dia de negociações e considerou que "perante a dimensão da crise" a União Europeia precisa de "um instrumento robusto de resposta".

António Costa disse ainda que "isto é uma situação de tal maneira aflitiva que é difícil compreender a resistência a que haja um acordo".

Os chefes de Estado e de Governo da União Europeia partem hoje para o terceiro dia de cimeira em Bruxelas ainda longe de um compromisso sobre o plano de relançamento europeu, em boa parte devido às resistências dos chamados países ‘frugais’.

Ao cabo de dois dias intensos de negociações, o Conselho Europeu iniciado na sexta-feira de manhã na capital belga ainda não permitiu que os 27 se aproximassem o suficiente para a necessária unanimidade em torno das propostas sobre a mesa, de um orçamento da União para 2021-2027 na ordem dos 1,07 biliões de euros e de um Fundo de Recuperação de 750 mil milhões para ajudar os Estados-membros a superar a crise provocada pela pandemia da covid-19.

O primeiro-ministro português disse também esperar que o Conselho Europeu chegue a um compromisso sobre o plano de resposta europeia à crise da covid-19, advertindo que “será uma péssima notícia” para a Europa se tal não acontecer. Até porque acredita haver “uma boa vontade de todos em que haja um acordo” sobre o próximo orçamento plurianual da UE e o Fundo de Recuperação, mas notou que tal exige um esforço negocial cada vez maior, pois alguns Estados-membros têm hoje uma “visão utilitarista” do projeto europeu.

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