O secretário-geral do PS acusou a oposição de “andar perdida” e de ter arranjado “um novo discurso” quando percebeu que o “diabo” que havia anunciado “não veio, não está para vir e não vai vir”.

António Costa esteve em Santarém na apresentação do candidato autárquico do partido à cidade, Rui Barreiro.

Como o diabo não veio, tiveram que arranjar um novo discurso e então agora o novo discurso é absolutamente extraordinário: ‘não, o diabo não veio porque eles afinal limitaram-se a dar continuidade àquilo que nós estávamos a fazer", disse António Costa.

Ora como é que é possível, depois de um ano e meio a dizer, e bem, que estávamos a mudar as politicas que eles estavam a seguir, que estávamos a reverter as medidas que eles tinham tomado, vêm agora dizer que afinal estamos a fazer o mesmo que eles estavam a fazer”, acrescentou.

Sem nunca nomear o líder social-democrata, o discurso de Costa remeteu para as declarações de Pedro Passos Coelho, quarta-feira, em Albufeira, quando este afirmou que o Governo socialista "ao fim de um ano converteu-se" à política que contestava no anterior executivo, nomeadamente de combate ao défice.

Durante um ano andaram a dizer que todas as tragédias do mundo se abateriam sobre Portugal e que tudo iria correr mal, e, quando ao fim de um ano, o país está a crescer como não crescia há uma década, quando o desemprego está a baixar e o emprego está a ser criado, quando o investimento aumenta e as exportações crescem e até a Comissão Europeia nos quer retirar do Procedimento por Défice Excessivo, eles percebem que tudo aquilo que andaram a dizer não aconteceu, que o diabo não veio, não está para vir e não vai vir. Pelo contrário”, afirmou o líder socialista.