O primeiro-ministro, António Costa, sustentou esta quinta-feira que nenhuma das greves decretadas por diferentes setores profissionais resulta de decisões tomadas pelo seu Governo e todas surgiram em consequência de medidas postas em prática por anteriores executivos.

António Costa respondia a questões dos jornalistas no final de uma visita ao Hospital de São José, em Lisboa, depois de interrogado sobre como vai o Governo reagir à greve decretada pelo Sindepor (Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal) entre 2 e 30 de abril.

Tendo ao seu lado a ministra da Saúde, Marta Temido, o líder do executivo começou por desdramatizar e alegou que o direito à greve "é obviamente legítimo e cada um exerce-o nos termos que pretende exercer".

Até agora não houve uma única greve que tenha resultado de qualquer medida adotada por este Governo. As greves têm existido em diversos setores, mas resultam de decisões tomadas por governos anteriores", sustentou.

De acordo com o primeiro-ministro, as greves têm em comum a "ambição legítima que as pessoas têm de poderem ir mais depressa e mais longe".

Compreendo essas ambições, mas nós vamos ao ritmo que nos propusemos, fazendo aquilo com que nos comprometemos fazer e que iremos continuar a fazer. Temos de fazer aquilo que prometemos e não aquilo que não prometemos. Quando assumimos os compromissos medimos tudo bem para sabermos o que podíamos fazer e não fazer", argumentou o líder do executivo.