O secretário-geral do PS, António Costa, acusou esta sexta-feira a oposição de “absoluta impreparação” por não saber o que é o PRR, nem a “missão patriótica” que consiste em pô-lo “em marcha para o bem de Portugal”.

Respondendo àqueles que o acusam de “chantagem” por falar dos milhões do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) – em referência às críticas que tem recebido nos últimos dias de figuras do PSD como o seu líder, Rui Rio, ou o eurodeputado Paulo Rangel –, e de anunciar obras que "só são feitas se a câmara continuar a ser do PS", o secretário-geral do PS destacou o “grau de absoluta impreparação da oposição”.

[O PRR] não é promessa, é um compromisso que já está contratualizado. E não, não é chantagem, porque a obra faz-se ganhe quem ganhar as eleições. Mas não é indiferente [quem ganha] porque o que está aqui verdadeiramente em causa, é percebermos o grau de absoluta impreparação da oposição, que não percebe sequer o que é o PRR e aquilo que é a missão patriótica que hoje todos temos de o pôr em marcha, para bem de Portugal, para bem dos portugueses e para bem da posteridade das próximas gerações", salientou António Costa.

Num discurso de 20 minutos em Viana do Castelo – onde participava num comício com o candidato à Câmara Municipal local, Luís Nobre -, António Costa defendeu que o PRR "não é uma folha em branco à espera de imaginação”.

“O PRR é um contrato que o Estado português já assinou com a União Europeia (UE), que já identificou os projetos que vão ser realizados, as verbas que vão ser financiadas, já fixou o calendário. E mais: o financiamento só vem se nós formos cumprindo passo a passo o calendário com que acordámos e formos atingindo as metas com que nos comprometemos”, salientou.

Alvo de muitas críticas por parte da oposição, António Costa disse que o partido se concentra na campanha para as autárquicas com o objetivo de apresentar aos portugueses as diferentes propostas que tem para cada localidade.

Comparando a pandemia de covid-19 a uma maratona, o primeiro-ministro lembrou as quase 18 mil mortes causadas em Portugal pelo vírus, bem como as várias restrições de que a população foi alvo, o que também causou consequências económicas.

Tem sido um ano e meio muito duro, mas em que aprendemos uma coisa fundamental: nenhum de nós se vale a si próprio, redescobrimos um sentido de comunidade e de solidariedade", afirmou, deixando elogios aos profissionais de saúde e à atuação das freguesias.

Sobre a atual situação, e lembrando o apoio das Forças Armadas na vacinação, António Costa diz que o país está a "poucas semanas, a poucos dias" de poder dizer que tem a pandemia sobre controle. 

António Guimarães