O secretário-geral do PS advertiu, esta quinta-feira, que a vitória socialista nas eleições europeias de domingo passado não pode ser encarada como um "cheque em branco", mas como uma responsabilidade acrescida para o seu partido.

António Costa fez esta análise ao resultado das eleições europeias no discurso de abertura da reunião da Comissão Política Nacional do PS, em Lisboa, que, de forma inédita, foi aberta aos jornalistas.

Acho que temos boas razões para estarmos confiantes, reconhecidos pela confiança que nos foi renovada, mas perceber bem que essa confiança que nos foi renovada não foi um cheque em branco. Foi mesmo uma responsabilidade acrescida que nós temos para concluirmos nesta legislatura o trabalho que ainda temos em curso, para responder às necessidades que os cidadãos sentem e de preparar com qualidade a próxima legislatura", disse.

Num discurso em que fez uma especial saudação à sua secretária-geral adjunta, Ana Catarina Mendes, António Costa deixou ainda mais um recado aos membros da Comissão Política do PS.

Se hoje nos podemos orgulhar de podermos dizer que cumprimos tudo o que prometemos, é porque nos preparámos bem para saber o que podíamos prometer e estávamos em condições de cumprir. Essa confiança tem um valor imenso, não podemos abdicar dela e, na próxima legislatura, temos de voltar a provar que é possível", acrescentou.

PS aprova programa eleitoral em 20 de julho e candidatos a deputados uma semana depois

O PS vai apresentar o programa eleitoral para as próximas legislativas no dia 20 de julho, após quatro convenções regionais, e escolhe os seus candidatos a deputados na última semana desse mês.

Este calendário foi transmitido à agência Lusa por fonte socialista, depois de o secretário-geral do PS, António Costa, ter apontado as quatro prioridades estratégicas para a próxima legislatura, durante um discurso que fez na abertura da reunião da Comissão Política Nacional do partido, em Lisboa.

De acordo com o líder socialista, os quatro desafios estratégicos são o combate às alterações climáticas, o desafio demográfico, a resposta à transição para a sociedade digital e a "valorização das funções de soberania" - neste último ponto identificou como momento alto a presidência portuguesa da União Europeia no primeiro semestre de 2021.