A pandemia e a resposta a ela foram o tema central do discurso de António Costa, este sábado, no primeiro de dois dias do Congresso do PS.

O secretário-geral socialista levou os congressistas a fazerem um longo aplauso aos profissionais de saúde, mas fez também o reconhecimento do papel dos portugueses nesta luta. A figura principal, ainda asism, foi o Serviço Nacional de Saúde.

"Depois de anos de campanha contra o SNS, quando as coisas apertaram à séria, foi o SNS que deu a resposta a todos os portugueses."

Por isso mesmo, prometeu, não será o fim da pandemia a ditar que o Governo não invista mais no SNS. 

Costa admitiu que, no último ano e meio, o país viveu "momentos terríveis" e daí a "saudação muito calorosa" aos profissionais de saúde, seguidos das Forças Armadas e de todos os envolvidos no combate à pandemia.

"Em conjunto somos mesmo mais fortes, não há pandemia que nos derrote. Vamos vencer esta pandemia."

O também primeiro-ministro elogiou os portugueses por "confiarem na ciência e na vacinação como grande arma para vencer esta pandemia".

Confessando-se "orgulhoso" por Portugal ser dos países do mundo com maior taxa de vacinação, António Costa saudou "o extraordinário exemplo de maturidade cívica que nos têm dado as nossas crianças e jovens", acrescentando esperar que este domingo 70% dos jovens entre os 12 e os 17 anos fiquem com a primeira dose da vacina. "Que grande lição!", rematou.

Por falar em lições, Costa sublinhou algumas que têm de ficar depois da pandemia. Uma delas a importância da União Europeia na questão das vacinas, precisamente.

Além de uma outra lição, de que "um Estado social forte é imprescindível" para apoiar os portugueses e as empresas nesta altura, o secretário-geral socialista ressalvou uma que marca uma diferença para a direita.

"Às crises responde-se com solidariedade e não austeridade. Mostrámos que há alternativa."

 

Naquela que considera a via alternativa para combater esta crise, Costa deixou ainda uma palavra à defes da atuação do Governo no dossier TAP: “Fomos capazes de intervir para salvar empresas absolutamente estratégicas para o país, como é a TAP. Iremos salvá-la, porque é fundamental para assegurar a coesão territorial e a internacionalização da nossa economia”.

Mobilização para as autárquicas

António Costa aproveitou o discurso no congresso para apelar à "grande mobilização" do PS para "construir uma nova vitória" nas eleições autárquicas do dia 26 de setembro.

“Queremos continuar a ser o maior partido nas freguesias e nas câmaras, não para pôr uma bandeira do PS, mas porque todos somos poucos para servir Portugal”.

Apontando ao período pós-pandémico, o secretário-geral socialista pediu a todos, no Governo mas também no poder local, para "arregaçar as mangas".

“Este não é o tempo de desanimarmos. É o tempo de nos animarmos. Este é o tempo de arregaçar as mangas, não só daqueles que estão no Governo, mas também daqueles que estão nas freguesias e nas câmaras ou em todos os locais em que se pode fazer a diferença."

Catarina Pereira