O primeiro-ministro manifestou-se esta quarta-feira confiante num novo impulso nas relações transatlânticas, numa maior aproximação da NATO à União Europeia e na capacidade de resposta da Aliança Atlântica às ameaças externas, sobretudo a sul e leste da Europa.

António Costa assumiu esta posição numa conferência de imprensa conjunta com o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenbeg, em São Bento, depois de uma breve reunião em que também estiveram presentes os ministros de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, e da Defesa, João Gomes Cravinho.

O primeiro-ministro de Portugal, país que preside ao Conselho da União Europeia, defendeu que a visita do secretário-geral da NATO ao país "acontece num momento particularmente importante".

Acontece a poucos dias de uma cimeira que marcará um novo impulso nas relações transatlânticas e quando a NATO está a desenvolver uma reflexão muito importante sobre o seu projeto 2020/2030 - um projeto no qual nos revemos no essencial das propostas apresentadas", declarou António Costa.

Perante os jornalistas, António Costa referiu que Jens Stoltenberg participará esta tarde na reunião do Conselho de Estado e, antes, estará na instalação da Academia de Cibersegurança em Oeiras - uma estrutura que "revela bem a importância estratégica de se enfrentar novas ameaças, assim como o potencial de compromisso que Portugal tem com a NATO no domínio de novas capacidades".

O secretário-geral da NATO participará na quinta-feira na reunião dos ministros da Defesa da União Europeia, o que constitui um contributo da presidência portuguesa para algo estrategicamente muito relevante: O estreitamento das relações entre a União Europeia e a NATO", disse.

O primeiro-ministro acentuou depois a sua tese sobre "a diversidade das ameaças que persistem, tal como se verificou esta semana com a Bielorrússia, que, de forma inaceitável, intercetou um avião civil de uma companhia europeia".

Apesar do espírito construtivo que temos de manter em termos de diálogo com todos os nossos vizinhos, procurando construir um clima de paz global, não podemos ignorar que as ameaças existem. Ameaças que se materializam das formas mais diversas, desde o terrorismo na nossa vizinhança sul, até a estes atos na nossa fronteira leste", acrescentou.

/ CE