"O que está em causa é saber quem deve contribuir mais para a Segurança Social, as empresas que apresentam mais lucro ou as que criam mais emprego. A nossa resposta é que devem ser as empresas que têm mais lucro e devemos apoiar mais as empresas que criam mais emprego. Daí, propormos uma alteração da forma de contribuição por parte das empresas", argumentou, recebendo palmas dos simpatizantes e militantes socialistas.


"Na negociação de aumentos salariais, hoje, em cada dez euros de aumento, significa 12,37 euros de aumento de encargos para a empresa. Se a contribuição incidir menos sobre a massa salarial e mais sobre os lucros, obviamente, então a margem de negociação aumenta - e essa é uma vantagem importante", advogou o líder socialista.


Proteção da confiança para os pensionistas futuros




"O PS garante as pensões já formadas, as pensões em pagamento e garante o princípio da confiança, com a certeza que garantir aos pensionistas de hoje a confiança que continuarão a receber as suas pensões é também garantir aos pensionistas de amanhã que podem ter confiança num sistema que honra hoje as suas obrigações como honrará amanhã as obrigações que tiver para com eles", declarou o secretário-geral do PS logo no início da sua intervenção.


"Que fique claro, para o PS não há qualquer disponibilidade para hoje ou amanhã fazer qualquer tipo de compromisso que conduza ao corte de pensões proposto pelo Governo. Nós não aceitamos esse corte de pensões", frisou.

"A redução das contribuições para a Segurança Social (pelos trabalhadores) é uma medida temporária e provisória, por três anos, para garantir que no final da legislatura se inicia pelos oito anos seguintes a reposição do valor das contribuições" até aos 11 por cento, referiu o líder socialista.