"Na área política do PS, até agora, só conheço uma pessoa que se candidatou. Não quero limitar o prazo e o tempo a ninguém para que o possa fazer, mas também não vivo na angústia de que mais ninguém se apresente. Vivo tranquilo", declarou.


"Não há qualquer razão para andarmos em correrias e, para já para já, todos podem votar na Maria de Belém. Aliás, Maria de Belém é a primeira suplente [da lista de candidatos a deputados do PS] por Lisboa e eu sou o primeiro efetivo. Quem não quiser votar em mim, pode votar na Maria de Belém, votando na lista do PS pelo círculo eleitoral de Lisboa", rematou, provocando alguns risos na plateia.


"O PS sempre adotou uma prática acertada de apoiar candidatos presidenciais que se tenham apresentado por si próprios", frisou, dizendo que tal aconteceu com o general Ramalho Eanes, com Mário Soares, Jorge Sampaio e Manuel Alegre.




"É verdade que nem sempre conseguimos que todos os socialistas votassem na mesma volta no mesmo candidato, mas a História nem sempre se repete", apontou, aqui numa alusão à sua preferência para que exista apenas um candidato na área do PS.


"Apesar de tudo, estamos hoje melhor do que há uns meses, porque há uns meses o que ouvia é que tínhamos um enorme problema. Dizia-se então que, enquanto a direita tinha múltiplos candidatos e múltiplas oportunidades, o PS vivia na angústia da orfandade de todos os candidatos que queria nenhum queria ser candidato", referiu.


"Essa é mesmo a primeira condição. Portanto, o PS no momento próprio pronunciar-se-á em função dos candidatos, ou das candidatas, que efetivamente se tiverem apresentado", acrescentou.

Redação / AM