O reeleito secretário-geral do PS, António Costa, assumiu no enceramento do Congresso do PS, na Batalha, este domingo, que a meta política do partido passa por ganhar as próximas eleições, regionais, europeias e legislativas, sobre as quais não assumiu claramente pretender uma maioria absoluta.

Sim, queremos ganhar as eleições europeias. Sim, queremos ganhar as eleições legislativas. Chegou também a hora de termos uma maior ambição. A nossa ambição tem de ser de provar que somos capazes de fazer uma excelente governação da Região Autónoma da Madeira”, afirmou António Costa, afirmando ao candidato que será apoiado pelo PS, o atual presidente da Câmara do Funchal, "Paulo Cafôfo, que vai ser ele o primeiro a ganhar as eleições na Região Autónoma da Madeira em nome do PS".

Sobre os atos eleitorais, António Costa realçou pretender ampliar os resultados eleitorais nas europeias. Para tal, o PS vai organizar uma convenção no final do ano e em junho de 2019, haverá nova convenção para definir o programa eleitoral para as legislativas. Assim, não detalhou a dimensão da vitória que aspira obter nas legislativas de 2019, deixando esse esclarecimento para mais tarde numa futura convenção em junho ou julho do próximo ano.

O secretário-geral do PS apontou apenas que o processo de preparação será idêntico àquele que foi seguido para as legislativas de 2015, num ciclo em que os socialistas apresentaram primeiro a Agenda para a década", a seguir o cenário macroeconómico e, finalmente, o programa eleitoral.

É isso que voltaremos a fazer" em relação à próxima legislatura, explicitou.

Já sobre as eleições para o Parlamento Europeu, referiu que a ambição é aumentar a dimensão do triunfo por curta margem que o PS registou no ato eleitoral de 2014, então com este partido sob a liderança de António José Seguro.

Antes de falar sobre as próximas eleições, previstas para o próximo ano, António Costa anunciou, tal como fizera há dois anos, que quer contar com a figura da secretaria-geral-adjunta, cargo para o qual vai voltar a propor Ana Catarina Mendes.

“Aviso já que não meti os papéis para a reforma”

Já no final do discurso de encerramento , António Costa disse ser "ótimo sentir sempre este pulsar do PS”, elogiando o facto de “cada um pensar pela sua cabeça sobre o passado, o presente e o futuro”.

Podemos olhar para o nosso futuro com enorme satisfação porque vemos uma nova geração, com enorme potencial", disse António Costa, sem referir nomes de uma nova geração de potenciais sucessores na liderança do PS, mas sem deixar de acrescentar: "Aviso já que ainda não meti os papéis para a reforma!".