O primeiro-ministro pediu esta sexta-feira aos portugueses “cautela” para evitar propagação de incêndios nos próximos dias, quando várias regiões do interior do país e do Algarve estiverem com risco de incêndio elevado, em declarações aos jornalistas no Algarve.

António Costa disse que este foi um dos temas abordados na reunião semanal com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que esta sexta-feira se realizou em Loulé, no Algarve, e lembrou que Portugal vai estar perante “três dias consecutivos” de “risco de incêndio elevado”, sendo “absolutamente essencial, sobretudo nas regiões do interior do país e do Algarve, haver um cuidado muito particular” para evitar deflagrações.

Porque além dos fenómenos incendiários, a maioria dos incêndios tem origem em comportamentos negligentes e é absolutamente fundamental nos próximos dias termos todos a maior cautela”, afirmou.

António Costa garantiu a “Proteção Civil tem adotado as medidas adequadas” na “mobilização de recursos” e tem “todos os meios aéreos disponíveis para atuar” em caso de necessidade.

Quase duas dezenas de concelhos dos distritos de Castelo Branco, Guarda, Viseu, Portalegre, Santarém e Faro estão esta sexta-feira em risco máximo de incêndio, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que prevê vento forte nas terras altas.

De acordo com o IPMA, estão em risco máximo de incêndio os municípios de Tarouca (Viseu), Guarda e Figueira de Castelo Rodrigo (Guarda), Covilhã, Vila Velha de Ródão, Vila de Rei e Proença-a-Nova (Castelo Branco), Nisa e Gavião (Portalegre), Mação, Sardoal e Abrantes (Santarém) e Faro, Loulé, São Brás de Alportel, Tavira, Alcoutim e Castro Marim (Faro).

O IPMA colocou ainda em risco muito elevado cerca de uma centena de concelhos do interior centro e norte e da região sul e em risco elevado outros tantos municípios do interior norte e centro do país, alguns do litoral centro e toda a região do Alentejo, num dia em que se prevê vento por vezes forte nas terras altas.

O risco de incêndio determinado pelo IPMA tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo, sendo o elevado o terceiro nível mais grave.

Os cálculos para este risco são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.

Na quinta-feira, a Proteção Civil prolongou o estado especial de alerta amarelo até segunda-feira devido à continuação de condições meteorológicas favoráveis ao risco de incêndio rural e anunciou o reforço de meios e da vigilância aérea e terrestre.

Os avisos da proteção civil são, por ordem crescente de gravidade, azul, amarelo, laranja e vermelho.