O secretário-geral do PS anunciou esta quinta-feira que está preparado para entregar no sábado, no Parlamento, o programa do XXII Governo Constitucional, o que permite agendar o seu debate em plenário para 30 e 31 de outubro.

Este calendário foi transmitido por António Costa no final de uma reunião de uma hora do Grupo Parlamentar do PS, durante a qual foram confirmadas as decisões de candidatar Ferro Rodrigues à presidência da Assembleia da República, de Edite Estrela para "vice" do parlamento e de Ana Catarina Mendes para a liderança da bancada socialista.

O programa do XXII Governo Constitucional será aprovado no sábado, no primeiro Conselho de Ministros, que terá lugar poucas horas depois de o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, dar posse ao segundo executivo liderado por António Costa.

Aprovado o Programa de Governo em Conselho de Ministros, o documento será imediatamente enviado por via eletrónica para a Assembleia da República.

O Governo toma posse no sábado de manhã, reuniremos de imediato o Conselho de Ministros, e no próprio sábado apresentaremos na Assembleia da República o programa para que possa ser discutido. Acertei já com o dr. Ferro Rodrigues - no pressuposto que na sexta-feira será eleito presidente da Assembleia da República - que há condições para que, a partir de sábado, o programa do Governo seja acessível aos deputados", declarou António Costa.

O secretário-geral do PS referiu também que o seu Governo está preparado para debater o programa na próxima semana (quarta e quinta-feira), mas ressalvou que a definição desse calendário "cabe exclusivamente à Assembleia da República", designadamente àquilo que "a conferência de líderes vier a estabelecer".

Perante os jornalistas, o líder socialista admitiu que, ao longo dos últimos dias, tem havido contactos políticos com o Bloco de Esquerda, PCP, PEV, PAN e Livre.

Interrogado sobre a ausência de reuniões formais entre o PS e os seus parceiros parlamentares da anterior legislatura (Bloco de Esquerda, PCP e PEV), António Costa contrapôs que os socialistas têm "mantido com cada um deles o nível de relacionamento e de contactos que cada um tem considerado ajustado".

O PS não tem por hábito falar em público daquilo que se desenvolve no relacionamento entre os partidos", alegou o líder dos socialistas

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