O primeiro-ministro António Costa assumiu, nesta terça-feira, que Portugal vai ter de "agir já" para evitar a escalada de casos de covid-19, numa altura em que alguns países europeus estão já a adotar medidas de confinamento.

António Costa excluiu, para já, o regresso ao estado de emergência e também não quis antecipar a retoma do teletrabalho, mas confirmou aos jornalistas, à margem das comemorações do 99.º aniversário de José Saramago, em Rio Maior, que a atual conjuntura pandémica, aliada ao inverno e à aproximação do Natal, obriga a que o país reavalie as medidas de proteção.

Temos de procurar agir já para chegar ao Natal com menos receios. Atuar já não é precipitadamente e sim em função da informação científica que vai ser partilhada com o país na sexta-feira. Nós nunca hesitamos e nunca poderemos hesitar em adotar todas as medidas para proteger a saúde dos portugueses", defendeu.

O primeiro-ministro, que se referia ao regresso das reuniões com especialistas no Infarmed, na próxima sexta-feira, lembrou que Portugal tem uma taxa de vacinação maior do que as registadas em países como Alemanha e Reino Unido, onde se estão a registar milhares de casos diários, mas reconheceu que "não podemos ignorar os sinais".

Obviamente, não é previsível que se tenham de tomar outra vez medidas com a dimensão que tivemos no passado (...), mas não podemos descansar à sombra da vacinação e devemos manter os hábitos da máscara, da higiene das mãos, arejar os locais... se não os casos vão aumentar", apontou.

António Costa reiterou que, neste momento, o que tem de acontecer está a acontecer, ou seja, "assim que há um sinal de alerta convocar os especialistas, avaliar a situação, ver quais são os risco efetivos e em função desses riscos adotar as medidas adequadas".

Catarina Machado