O primeiro-ministro defendeu, esta sexta-feira, que o plano de vacinação contra a covid-19 na União Europeia deve arrancar no mesmo dia para todos os estados-membros, de modo a todos os países atingirem uma imunidade de grupo “à escala da UE”. Nesse sentido, considerou 5 de janeiro como um "excelente dia" para se iniciar esse processo. 

Sugeri, efetivamente, que pudéssemos tentar coordenar o esforço para que arrancássemos todos no mesmo dia com o processo de vacinação. Para termos imunidade de grupo, à escala da União Europeia, não basta que um país alcance essa imunidade de grupo, é um esforço que tem de ser realizado simultaneamente em todos os estados", afirmou Costa. 

António Costa, que falava em Bruxelas no final do Conselho Europeu, apontou os dias 4 ou 5 de janeiro como uma possível data para o arranque da vacinação, uma vez que a Agência Europeia do Medicamento prevê licenciar a primeira vacina a 29 de dezembro.

Como é sabido, o que está previsto é que a Agência Europeia do Medicamento possa no próximo dia 29 de dezembro, licenciar a primeira vacina que pode entrar em circulação e começar a ser aplicada no âmbito da União Europeia. (...) Portanto, eu acho que se fixarmos para a primeira semana de janeiro o arranque da operação de vacinação à escala europeia, acho que seria uma boa meta com que todos nos devíamos comprometer"

Interrogado sobre se poderia começar a campanha de vacinação a 5 de janeiro, António Costa salientou que se trata de um “excelente dia”, por tratar-se do “segundo dia útil” do ano.

Aproveitou para realçar o esforço da Comissão Europeia em garantir, através de uma compra conjunta, a aquisição de vacinas para todos os países da União Europeia. 

Esse momento deve ser um momento assinalado. Um momento em que, no mesmo dia, partem para os 27 estados-membros esta aquisição conjunta por parte da Comissão Europeia. Quando muitas vezes se diz que é preciso aproximar a Comissão Europeia dos cidadãos, não há melhor forma, e mais oportuna, do que a presidente da Comissão disponibilizar aos 27 estados-membros, simultaneamente, as primeiras doses de vacinas que vão ser administradas para o combate ao covid". 

A Comissão Europeia já assinou contratos com as companhias de vacinas AstraZeneca (300 milhões de doses), Sanofi-GSK (300 milhões), Johnson & Johnson (200 milhões), BioNTech e Pfizer (300 milhões), CureVac (405 milhões) e Moderna (160 milhões).

Cláudia Évora / Notícia atualizada às 12:00