António Costa espera que o segundo mandato de Marcelo Rebelo de Sousa "seja igual ao primeiro". O primeiro-ministro e secretário-geral do PS esteve na Circulatura do quadrado, com Pacheco Pereira, Ana Catarina Mendes e Lobo Xavier, onde, entre outros temas, analisou os resultados eleitorais das presidenciais. 

Questionado por Carlos Andrade, o moderador do programa sobre os resultados obtidos por André Ventura no último domingo, António Costa considerou que o terceiro lugar de André Ventura teve "causas várias". 

Uma delas é a excessiva centralidade que todos têm dado ao André Ventura desde que foi eleito deputado. São causas bastante mais complexas. Agora a forma como o Governo tem estado a atuar não esteve em juízo no passado domingo. (…) O Governo não concorreu a estas eleições presidenciais. Seguramente, muita gente que apoia o Governo votou no candidato vencedor, seguramente que muita gente que apoia o Governo votou na doutora Ana Gomes, muita gente que apoia o Governo vorou no doutor João Ferreira, mas duvido que alguém que apiia o Governo tenha votado André Ventura."

VEJA TAMBÉM:

António Costa espera que o segundo mandato de Marcelo Rebelo de Sousa "seja igual ao primeiro" e que os portugueses disseram no último domingo que gostaram da atuação de Marcelo Rebelo de Sousa.

Espero que o segundo mandato seja igual ao primeiro mandato. Aquilo que estas eleições traduziram foi um apreço transversal e generalizado da sociedade portuguesa pela forma como o professor Marcelo Rebelo de Sousa exerceu o primeiro mandato."

Assim, Costa admitiu que não espera uma maior exigência por parte do Presidente da República em relação ao Governo: "O momento que vivemos impõe uma maior exigência a todos. Ao presidente da República, ao Governo, à Assembleia da República e ao cidadão comum."

Eu acho que o presidente da República, desde o início do mandato, procurou manter uma relação institucional saudável com o Governo. (…) O Presidente da República nunca deixou de ser exigente com o Governo, seja nos bons momentos, seja nos momentos trágicos", disse, dando como exemplo de bons momentes a saída de Portugal do procedimento de défice excessivo e como exemplos piores os incêndios. 

Manuela Micael / Publicada por MM