António Costa garante que "não conhecia o despacho"  e não deu "nenhuma instrução para o despacho" do ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, quando autorizou os festejos da vitória no campeonato do Sporting, que desfilou pelas ruas de Lisboa, do estádio de Alvalade até ao Marquês de Pombal.

Esta foi a resposta assumidamente "telegráfica" do primeiro-ministro às questões colocadas pela deputada Cecília Meireles, do CDS-PP, no debate do Estado na Nação, que se realiza esta tarde na Assembleia da República.

"No dia 10 de maio deste ano, às 22:30, o seu Ministério da Administração Interna enviou um despacho a autorizar celebrações da liga de futebol e de um clube, com milhares e milhares de pessoas, ecrã gigante e cortejo até ao Marquês nas horas seguintes ou nos dias seguintes" e "esta autorização foi dada apesar de vários pareceres contra", afirmou.

Cecília Meireles questionou António Costa se o ministro Eduardo Cabrita "assinou este despacho" à revelia do primeiro-ministro e sem o seu conhecimento ou se assinou este despacho "com o seu conhecimento".

"O ministro assinou conforme entendeu que devia assinar ou assinou no cumprimento de instruções suas? Se assinou no cumprimento e instruções diretas do primeiro-ministro, é isso que explica que o ministro ainda hoje seja ministro perante a perplexidade do país", considerou.

Na curta resposta, o primeiro-ministro disse que "não conhecia" o despacho e não deu "nenhuma instrução para despacho".

Maria João Caetano