programa eleitoral da coligação

"Um programa eleitoral que não tem as contas feitas é um saco cheio de palavras. O primeiro-ministro acha que pode voltar a fazer uma campanha eleitoral a tentar enganar todos como fez há quatro anos e que as pessoas se deixam enganar. Mas quem está enganado é mesmo o primeiro-ministro, porque as pessoas não lhe perdoam. Nem lhe perdoam a forma como quis ir além da troika, nem lhe perdoam os fracassos na economia e nas finanças públicas", declarou o secretário-geral do PS.



"É também extraordinário que quem governou estes últimos quatro anos se apresente agora como se fosse oposição a quem governou ao longo destes quatro anos. E que depois de ter privatizado tudo o que havia para privatizar em matérias de empresas, aquilo que agora verdadeiramente nos vem dizer que quer fazer na próxima legislatura é prosseguir agora a fúria privatizadora, atacando os serviços públicos, a começar pela Segurança Social. Isso, de facto, não merece perdão", declarou o líder socialista.



"É preciso sempre muita cautela para sabermos se o que dizem é revogável ou irrevogável. É que este Governo comprometeu-se em Bruxelas [junto da Comissão Europeia], por escrito, em fazer um novo corte de 600 milhões de euros nas pensões. O que prometeu em Bruxelas é que os atuais pensionistas iam sofrer um novo corte de 600 milhões de euros", insistiu.



"Agora já se propuseram a cortar 600 milhões de euros nas pensões. Imagine-se o que fariam se ganhassem [PSD/CDS] as eleições. É por isso que temos de ter muita cautela quando ouvimos esta coligação falar", advertiu ainda.





"Demonstrámos que é possível romper com a austeridade sem romper com o euro. Conhecemos e medimos quais são os impactos de cada medida que consta no nosso programa. Portanto, o que consta no nosso programa não são promessas, mas um conjunto de medidas estudadas", sustentou.