O primeiro-ministro afirmou este domingo que a manifestação que, na quinta-feira, juntou cerca de 13 mil polícias em Lisboa, “não surpreende”, inserindo-se na “agenda para o diálogo” com os sindicatos e associações das forças de segurança.

Não surpreende, tem aliás a ver com a agenda que o ministro da Administração Interna tinha apresentado aos sindicatos da PSP e às associações profissionais da guarda para a agenda para o diálogo que temos que manter ao longo dos próximos meses para, além da boa execução da Lei de Programação de Infraestruturas e de Equipamentos das Forças de Segurança, termos também, agora, um plano plurianual para os recrutamentos nas forças de segurança e também para as respetivas carreiras”, afirmou António Costa.

Questionado sobre quem está a falar a verdade relativamente à compra do material dos agentes de segurança – os sindicatos dizem que são os polícias que têm de o adquirir, mas o Governo desmente – o primeiro-ministro afirmou apenas: “Que o MAI [Ministério da Administração Interna] fala a verdade, fala a verdade”.

António Costa falava em declarações aos jornalistas no Porto à margem da cerimónia de entrega do Prémio Manuel António da Mota, e reagia à manifestação conjunta de elementos da PSP e de militares da GNR que, na quinta-feira, juntou cerca de 13 mil participantes frente à Assembleia da República num protesto por melhores condições salariais e profissionais.