O primeiro-ministro, António Costa, afirmou esta seta-feira, em Bruxelas, que a meta de redução das emissões em 55% até 2030 está “em linha” com a trajetória portuguesa atual.

Está em linha com o que é o nosso projeto nacional de energia e clima e está em linha com o facto de termos sido o primeiro país a assumir o compromisso de neutralidade carbónica em 2050”, referiu António Costa, que falava em conferência de imprensa na embaixada de Portugal em Bruxelas, à saída da cimeira europeia.

Sublinhando que o Conselho Europeu discutiu “as novas metas que a Comissão Europeia propõe” durante a reunião, o primeiro-ministro referiu ainda que, para o continente europeu cumprir a meta de atingir neutralidade carbónica em 2050, “o esforço maior tem de ser feito já nesta primeira década, daqui até 2030”.

O Conselho Europeu anunciou ontem, nas conclusões da cimeira relativamente ao clima, que adiava a decisão sobre novas metas climáticas para dezembro, sublinhando, no entanto, que era necessária “maior ambição” para se conseguir atingir a neutralidade carbónica em 2050.

Certos Estados-membros, como a Polónia e a República Checa, mostram-se reticentes em aumentar a meta até 2030 relativamente aos níveis de 1990 – a meta acordada pelos líderes dos 27 até agora era de diminuir as emissões em 40% até 2030 – por terem indústrias demasiado dependentes em combustíveis fósseis.

A Comissão Europeia alterou, em setembro, a Lei Europeia do Clima, de maneira a estabelecer uma nova meta de 55% de cortes nas emissões de CO2 relativamente aos níveis de 1990.

Já o Parlamento Europeu (PE) votou, na semana passada, um corte de 60% até 2030, aumentando as ambições da Comissão Europeia.

/ CE