O Secretário-Geral do PS congratulou, este sábado, o partido pelos resultados nas Eleições Autárquicas deste ano. Num discurso em que começou por frisar as palavras de "humildade" e "responsabilidade", António Costa diz ser sempre "muito duvidoso" saber quem ganha as eleições, mas os "critérios tradicionais" falam por si.

Se o critério for o maior número de votos? Ganhámos. Maior número de presidentes da Junta? Ganhámos. Maior número de presidentes de Câmara? Ganhámos. Em qualquer um dos critérios nós ganhámos". 

Por outro lado, Costa admitiu que o partido tem agora menos 12 câmaras municipais do que há quatro anos, menos votos e menos mandatos.

A Comissão Nacional do PS elege este sábado o Secretariado e a Comissão Política do partido, numa reunião que ocorre dois dias antes da entrega do Orçamento no parlamento e que debaterá os resultados das eleições autárquicas.

Costa admite causas nacionais em algumas derrotas do PS e pede reflexão interna

O secretário-geral do PS admitiu que houve causas nacionais em algumas derrotas e situações de perda de votos do seu partido nas últimas eleições autárquicas, pedindo reflexão interna e atenção à voz dos cidadãos.

Muitos dirão que é normal e que algum dia teríamos de começar a ter um resultado não melhor do que o anterior. Foi desta vez. Mas também temos menos votos e menos mandatos. Portanto, é um momento que o partido deve refletir e ponderar bem sobre o que aconteceu nas eleições autárquicas”, disse.

Sem se referir a casos concretos de derrotas em algumas câmaras municipais, o secretário-geral do PS defendeu que no seu partido se sabe “seguramente” que em muitas autarquias as causas de se ter perdido “serão sobretudo locais”.

“Mas em outras não são seguramente locais e há uma explicação nacional para esses resultados. É importante que façamos essa reflexão, porque estamos há seis anos no Governo, ganhámos sucessivamente as eleições a que nos temos apresentado desde então e é importante que o partido saiba escutar a voz dos cidadãos”, declarou.

António Costa pediu depois para que se ouça a voz dos cidadãos, “com humildade”, tendo em vista “corrigir o que deve ser corrigido, incentivar o que deve ser incentivado e acelerado o que merece ser acelerado”.

“Este é o momento. Por isso, este debate de hoje na Comissão Nacional é muito importante, porque é o momento de relançamento da atividade do partido para os próximos dois anos até ao final da legislatura”, acrescentou.

Rafaela Laja