A Assembleia da República aprovou hoje por unanimidade um voto de pesar pela morte da atriz Maria João Abreu, falecida no dia 13 de maio, considerando tratar-se de uma “mulher extraordinária” e “um talento ímpar na arte de representar”.

Maria João Abreu, uma mulher extraordinária, com um talento ímpar na arte de representar, faleceu no passado dia 13, aos 57 anos, na sequência de um aneurisma cerebral. Ao longo de 38 anos de vida profissional, Maria João Abreu, uma das mais conhecidas atrizes portuguesas da atualidade, desempenhou papéis inesquecíveis no teatro, no cinema e na televisão”, lê-se no texto apresentado por todos os partidos a que se associou o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues.

A Assembleia da República manifestou “profundo pesar” pelo falecimento da atriz e endereçou à família e amigos “sinceras e sentidas condolências por tão grande perda”.

Nas galerias, assistiram ao voto familiares e amigos da atriz. Depois da votação, Ferro pediu uma salva de palmas para Maria João Abreu, a que corresponderam todas as bancadas e deputados.

No voto de pesar, o parlamento recorda que, “para além do enorme legado que a atriz deixa na televisão, no cinema e no teatro, Maria João Abreu será sempre recordada pela sua generosidade, tolerância e simplicidade reconhecidas por todos os que com ela privaram”.

Nascida em Lisboa, em 14 de abril de 1964, Maria João Gonçalves Abreu Soares iniciou a carreira profissional no teatro, em 1983, quando, com 19 anos, se estreou profissionalmente no Teatro Maria Matos, no musical “Annie”, de Thomas Meehan, dirigido por Armando Cortez.

A televisão foi o meio em que mais trabalhou e que lhe deu maior visibilidade, tendo participado em mais de 60 programas, entre telefilmes, séries e telenovelas.

No cinema, trabalhou com Jorge Silva Melo, João Mário Grilo, António-Pedro ou Vicente Alves do Ó, entre outros, com destaque para o seu papel em “A Mãe É que Sabe” (2016), de Nuno Rocha.

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