O CDS-PP quer "rejuvenescer" o Parlamento nas eleições legislativas agendadas para 6 de outubro, com "algum perfil mais independente", estando o seu programa eleitoral num estado "muito avançado", disse este sábado a presidente do partido, Assunção Cristas.

Importante também temperar a experiência política e parlamentar com abertura a pessoas que, pela primeira vez, poderão estar no parlamento, nomeadamente com algum perfil mais independente e isso são tudo aspetos muito importantes, certamente procurando rejuvenescer”, anunciou Assunção Cristas.

No final de uma reunião do conselho nacional, esta tarde, em Oliveira de Frades, no distrito de Viseu, a líder do CDS-PP disse que, para as próximas eleições legislativas, marcadas para 6 de outubro, vai procurar candidatos também à “juventude popular” e às organizações autónomas do partido.

As linhas orientadoras para a seleção dos candidatos, explicou, “passam naturalmente, e em primeiro lugar, pelo mérito, pela experiência política, também pela experiência" nas várias áreas profissionais para que, continuou, o partido possa ter “um núcleo muito bom, muito capaz de cobrir todas as áreas de governação no parlamento”.

Ter a capacidade de ter um grupo parlamentar equilibrado e diverso para responder o melhor possível àquilo que são os grandes desafios que o país tem e que tem através do parlamento”, resumiu a líder do partido, que quer ser “a verdadeira alternativa de centro direita do país”.

Assunção Cristas aproveitou para manifestar “orgulho de ter o melhor grupo parlamentar no Parlamento” e, por isso, quer “manter essa fasquia elevada: "Naturalmente com uma grande abrangência de representação geográfica e com equilíbrios do ponto de vista de idade e do género”.

O partido, explicou Cristas, está desde novembro de 2017 a reunir em todos os distritos, “num figurino inédito, a colocar questões aos oradores de fora do partido, independentes”, estando a “faltar apenas as regiões autónomas dos Açores e da Madeira, Vila Real e Portalegre”, seguindo-se uma conferência, a 30 de março, em Lisboa.

A líder considerou “muito importante” fazer as coisas “com antecedência, com serenidade, com muito trabalho de formiguinha, com muita ação no terreno”, até porque, no seu entender, não conhece outra receita e é isso que está “a fazer há muito tempo".

Assunção Cristas adiantou que o partido “está um passo à frente” e que está “muito avançado no programa eleitoral” e, por isso, considerou que “com certeza, a alternativa passa” pelo CDS, que quer “disputar uma primeira escolha”, recusando-se a fazer comentários sobre o PSD, até porque, justificou, “são amigos”.

“É do CDS que me ocupo, sabendo que estamos a ser uma verdadeira alternativa de centro direita em Portugal, não nos revemos nas esquerdas unidas, não nos revemos num bloco central, não nos revemos numa solução que passe pelo Partido Socialista e, portanto, um voto no CDS não irá parar às mãos de um Governo de António Costa”, assumiu.

 

Critérios de escolha de candidatos do CDS às legislativas aprovados por 89%

O conselho nacional do CDS-PP aprovou, com 89% dos votos, os critérios propostos pela direção nacional para a escolha dos candidatos a deputados nas legislativas de 6 de outubro, disse à Lusa fonte do partido.

Na votação, 18 conselheiros nacionais centristas votaram contra e quatro abstiveram-se, acrescentou a mesma fonte.

De acordo com os critérios aprovados, a liderança de Assunção Cristas vai escolher os cabeças de lista aos 18 distritos nas legislativas de outubro e mais quatro candidatos em Lisboa e dois no Porto.

A comissão executiva quer, além dos cabeças de lista, indicar mais quatro candidatos na lista de Lisboa e mais dois na do Porto, “ouvidas as respetivas distritais”, de acordo com um documento da direção, em discussão hoje, em Oliveira de Frades, Viseu.

Nos Açores e na Madeira, os cabeças de lista são escolhidos pelos órgãos regionais, “no respeito pelas autonomias regionais”, lê-se ainda no documento, uma folha A4, com o título “constituição das listas de deputados às eleições legislativas de 2019”.

Caberá também à comissão executiva a escolha de “um lugar nacional” para a Juventude Popular, que neste momento não tem representação no grupo parlamentar.