A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, defendeu mais apoio às empresas portuguesas, incluindo as ligadas à economia do mar, que considerou uma "área em que Portugal pode ser líder mundial".

"Olhamos para os fundos dedicados ao mar e o Mar 2020 tem apenas tem apenas 31% de execução. É preciso haver mais execução de fundos, mais apoios a estes investimentos privados", disse Assunção Cristas durante uma ação de pré-campanha eleitoral na unidade industrial de transformação de pescado da ArtesanalPescas, em Sesimbra.

Há muitos aspetos de burocracia que é preciso simplificar e também, se pudermos, ajudar o nosso tecido económico e empresarial, no caso ligado à economia do mar, onde eu penso quer Portugal tem uma oportunidade de ser líder mundial", acrescentou Assunção Cristas, convicta de que "Portugal tem o melhor peixe do mundo".

A presidente do CDS-PP falava aos jornalistas no final da visita à unidade industrial da ArtesanalPescas que todos os anos transforma centenas de toneladas de pescado e que ela própria inaugurou a 29 de janeiro de 2014, quando era ministra da Agricultura e do Mar do governo PSD/CDS-PP.

"Nós vemos aqui uma associação que nasce dos pescadores, que tem 41 barcos associados, e que todos os dias transforma toneladas de peixe, seja a cavala, a sardinha, o peixe-espada preto, o carapau, para depois vender no mercado nacional ou internacional", disse.

É um exemplo de acrescentar valor ao nosso peixe, dar-lhe um selo de garantia de sustentabilidade, que é muito importante, porque nós queremos consumir peixe garantindo que as regras quanto à sua captura são cumpridas. E é uma forma de termos todo o peixe aproveitado", acrescentou.

A presidente do CDS-PP defendeu ainda que o trabalho da ArtesanalPescas é um bom exemplo para ser replicado noutros pontos do país, mas reiterou a necessidade de haver mais apoio às empresas, uma simplificação das questões burocráticas e uma redução de impostos.

Assunção Cristas lembrou que uma das propostas do CDS-PP para ajudar as empresas passa por uma redução de impostos imediata do IRC de 21 para 17% e, no prazo de seis anos, para apenas 12,5%, para que Portugal seja "tão competitivo como a Irlanda".