A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, defendeu esta terça-feira impostos mais baixos para as famílias e empresas e criticou a carga fiscal “máxima” que afirmou ter sido imposta pelo PS, durante uma visita a uma empresa, em Leiria.

Tenho a certeza que esta empresa, como tantas as outras, se tivesse impostos mais baixos no nosso país, se não tivesse a carga fiscal máxima, se pudesse ter um IRC a chegar ao nível da Irlanda, ainda teria mais capacidade para investir, para empregar mais pessoas e certamente com melhores salários e ainda puxar pela nossa economia”, defendeu Assunção Cristas.

A líder do CDS-PP confessou que “ainda” não teve oportunidade de ver o debate televisivo entre os líderes do PS e do PSD, António Costa e Rui Rio, na noite de segunda-feira, mas sublinhou que “não correspondem à verdade” as palavras do primeiro-ministro, quando refere que hoje os portugueses pagam menos impostos.

O primeiro-ministro não consegue provar que pagamos menos impostos e nós conseguimos provar que António Costa deu com uma mão no IRS, mas tirou depois através dos impostos indiretos. Feitas as contas, hoje os portugueses, sejam as famílias sejam as empresas, estão a pagar mais impostos”, frisou.

Assunção Cristas disse que os portugueses pagam hoje "mais impostos" em áreas sensíveis também para a economia como a "área dos impostos indiretos nos combustíveis", onde se registou "uma carga mais elevada e ainda por cima de forma absolutamente ínvia, de forma dissimulada, que foi com uma promessa de neutralidade fiscal”.

A cabeça-de-lista do CDS-PP pelo círculo de Lisboa acusou o primeiro-ministro de ter “arrecadado mais mil milhões de euros em combustíveis”, que foi retirar “ao bolso das famílias e das empresas portuguesas, que ficam com menos disponibilidade para investir, para criar postos de trabalho e para pagar melhor aos seus colaboradores”.

Se olharmos para o relatório da OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico] vemos que só há um país à nossa frente no que diz respeito à carga fiscal que é França", disse.

 

Se conseguirmos baixar o IRC e o IRS numa média de 15% estamos a criar condições para as pessoas trabalharem, sentirem que faz sentido trabalhar e receberem o retorno do seu trabalho, porque não é tudo aprisionado pelos impostos. Por isso, a prioridade número um do CDS é baixar a carga fiscal para todas as famílias e para todas as empresas”, acrescentou.

Mesmo sem comentar o confronto entre António Costa e Rui Rio, Assunção Cristas garantiu que “toda a força que seja para uma alternativa ao Partido Socialista e às esquerdas é positiva”.

O posicionamento do CDS é muito claro: contribuir o mais possível para que essa alternativa venha a ter lugar e que seja uma realidade, na certeza que o voto no CDS é um voto seguro, porque não dá força à esquerda e não trai o espaço político do centro-direita”.

Destacando o trabalho da Panidor, uma empresa portuguesa de panificação e congelados, Assunção Cristas salientou que "não só é exportadora, como já se internacionalizou” e “tem três fábricas no país, uma no Brasil, emprega mais de 500 pessoas e exporta para 26 países”.

Assunção Cristas defendeu que “cabe ao Estado não criar obstáculos”, mas, “pelo contrário, ajudar a que estas empresas possam prosseguir com a sua atividade”, ao “baixar impostos, ter uma relação estável e previsível com as empresas e deixá-las trabalhar”.