Isaltino Morais reforçou a sua maioria absoluta na Câmara Municipal de Oeiras, conquistando 50,86% dos votos, contra os 41,65% de há quatro anos.

Antes dos números finais terem sido conhecidos, o líder do movimento Inovar Oeiras afirmou ter tido "uma grande vitória".

Não importa a percentagem. Sejam 50%, 60% ou 70%, o que importa é que crescemos muito, aumentámos extraordinariamente a nossa votação, é o melhor resultado de sempre em Oeiras", afirmou o candidato, que já esteve à frente do município entre 1986 e 2022 e entre 2005 e 2013.

Agradecendo a todos os que o ajudaram durante a campanha, Isaltino Morais falou numa "campanha única a nível nacional", nomeadamente pela "alegria, entusiasmo e sorriso".

Nós sabíamos que íamos ganhar, só não sabíamos que íamos ganhar com tanto", atirou.

Apurados os resultados nas cinco freguesias do concelho, o IN-OV venceu em todas.

O segundo partido mais votado foi o PS, com 10,52% e um mandato (que já detinha), e o terceiro foi o PSD/MPT, com 7,91% e um mandato (que já detinha).

Em quarto lugar ficou o BE-Livre-Volt, com 7,27% dos votos, obtendo, pela primeira vez, um mandato para a autarquia de Oeiras.

De fora ficam o movimento IOMAF, inicialmente criado por Isaltino Morais mas que em 2017 foi encabeçado por Paulo Vistas, que detinha dois mandatos e agora não concorreu a estas eleições, bem como a CDU, que detinha um mandato e se ficou pelos 5,24%.

Para Isaltino Morais, esta foi “uma grande vitória”, que também significa “uma maior responsabilidade”.

São tantos os oeirenses que confiam em nós que não podemos deixar de sentir o peso da responsabilidade. Depois de tantos anos a liderar este município, os eleitores demonstraram que não querem perder este modo de vida, querem que continuemos a inovar”, acrescentou o recandidato independente à Câmara Municipal de Oeiras.

E prosseguiu: “Queremos que este concelho seja o melhor do país e um dos melhores da Europa. Os próximos quatro anos vão ser de ainda mais trabalho, mas não se preocupem que, quem corre por gosto, não cansa.”

António Guimarães / - notícia atualizada às 3:10