O coordenador autárquico do PSD, José Silvano teve a primeira reação às sondagens à boca das urnas que dão uma vitória significativa em Coimbra e um empate técnico entre Moedas e Medina em Lisboa.

Para José Silvano ainda tudo está em aberto na noite eleitoral e no gabinete de Rui Rio ninguém canta vitória. No entanto, denota, “as sondagens à boca das urnas normalmente acertam sempre”. “Vão existindo, influenciando e mudando gradualmente até ao resultado final para ter alguma credibilidade”, explica.

O diretor da campanha da coligação Juntos Somos Coimbra reclamou a vitória por maioria absoluta da Câmara Municipal de Coimbra, que era liderada pelo PS desde 2013.

"Era em Coimbra que era candidato o presidente da associação nacional de municípios portugueses, onde o primeiro-ministro se deslocou pessoalmente muitas vezes e que o PSD há muitos anos tentava ganhar a Câmara. Conseguiu nestas eleições", afirmou.

A vitória em Coimbra ditou "um bom começo" na corrida eleitoral, um objetivo que os sociais-democratas perseguiam desde 2013. No Porto, o coordenador reiterou que o esforço de Vladimiro Feliz faz com que ainda não haja certezas quanto à perda de maioria absoluta do independente Rui Moreira.

Silvano comentou ainda a abstenção, projetada pela TVI para se situar entre os 45 e os 50%, dizendo que "tudo o que é abstenção a mais é negativo para o país, é mau para o país e o PSD fica extremamente preocupado". O coordenador lembrou a proposta de adiar as eleições por causa da pandemia.

"Se calhar teria feito sentido a nossa proposta de adiar as eleições mais um mês para fazer uma campanha mais intensa", apontou.