O PS de Caminha apresentou esta quarta-feira queixa-crime contra incertos depois de, no espaço de uma semana, os cartazes do candidato à Câmara, Miguel Alves, terem sido vandalizados quatro vezes, em Âncora e Vila Praia de Âncora.

Contactado pela agência Lusa, na sequência de um comunicado da comissão política do PS, o atual presidente daquela autarquia do distrito de Viana do Castelo, informou que a queixa-crime foi hoje apresentada no Ministério Público (MP) de Caminha.

Segundo Miguel Alves, os quatro atos de vandalização de cartazes da sua recandidatura à Câmara de Caminha ascendem a 1.880 euros.

Neste momento, a vandalização já custou 1.880 euros ao orçamento da campanha que, recorde-se, decorre a 100% dos dinheiros públicos da subvenção que o Estado atribuiu à candidatura", sublinhou o Miguel Alves.

Na nota hoje enviada às redações, o PS Caminha "repudia vigorosamente quaisquer atos de vandalismo, venham eles de onde vierem, e a quem sejam dirigidos", acrescentando que a queixa-crime apresentada junto do MP pretende "que os factos possam ser investigados”.

A comissão política socialista revelou que os quatro atos de vandalismo de cartazes ocorreram “em diversos locais das freguesias de Âncora e Vila Praia de Âncora”.

O PS Caminha adiantou ter decidido “não reagir aos três primeiros atos de vandalismo”, mas à quarta vez entendeu “não poder mais deixar passar em claro” o que classifica de “atitude criminosa”, pelos “custos financeiros” que representa “e, sobretudo, para a liberdade de expressão”.

Há uma semana, foram rasgados os ‘outdoors’ colocados na rotunda do Barco da Estrada Nacional (EN) 13 e na rotunda da Baralha, em Vila Praia de Âncora, com cortes efetuados à altura do pescoço da fotografia de Miguel Alves. Há poucos dias foram destruídos alguns cartazes colocados na freguesia de Âncora”, especifica a nota.

Segundo o PS, “esta semana apareceram no chão estruturas montadas junto ao Passeio Francisco Sampaio em Vila Praia de Âncora e, na madrugada de hoje, foram vandalizados, pela segunda vez, os ‘outdoors’ substituídos há uma semana e outros cartazes de Âncora”.

O PS “reafirma o seu compromisso total com o debate democrático e com o Estado de Direito e vai continuar a pautar a sua campanha com nota de positividade, apresentando a obra feita ao longo de oito anos e lançando os projetos para o futuro”.

Nenhum vândalo calará a voz da Liberdade”, frisa o PS.

Além de Miguel Alves, que se recandidata à Câmara de Caminha pelo PS, pela última vez, devido à limitação de mandatos, concorrem Liliana Silva do PSD, em coligação com o CDS-PP, Aliança e Partido Popular Monárquico (PPM), Rui Seixo pela CDU e Luís Braga pelo Bloco de Esquerda.

O anunciado candidato do Chega, Carlos Gomes Pinto, ficou fora da corrida eleitoral por ter entregado as listas de candidatura às eleições autárquicas de setembro nos serviços da autarquia e não no Tribunal, como é exigido por lei.

Nas autárquicas de 2017, o PS voltou a ganhar, com 53,15% dos votos e quatro mandatos, enquanto o PSD atingiu 39,14%, garantindo três lugares no executivo municipal. Nessas eleições, o PSD apostou na ex-autarca Júlia Paula Costa para recuperar aquela autarquia do Alto Minho, mas sem sucesso.

As eleições autárquicas decorrem no dia 26 de setembro.

/ JGR