As candidaturas à Câmara de Lisboa do PS e da CDU foram formalmente apresentadas, esta terça-feira no Tribunal Cível de Lisboa. Os socialistas pedem uma «campanha civilizada, do século XXI» e a CDU defende que é «urgente» encontrar alternativas às políticas do PS.

«Acima de tudo, desejamos que seja uma campanha escorreita, civilizada, do século XXI, em que se discuta a cidade e quero dizer mais uma vez que o que me motiva é a cidade e o desejo de ver a minha Lisboa bem tratada», disse o mandatário da candidatura do PS, no final da entrega da candidatura ao Tribunal Cível de Lisboa.

É o desejo que, de acordo com Carlos do Carmo, une todas as pessoas desta candidatura, que terá como objectivo «mobilizar» todos os lisboetas.

«As pessoas estão desmobilizadas porque deixaram de acreditar nos políticos e nas promessas que não são cumpridas, portanto o que é preciso é dizer às pessoas o que se quer fazer, estar com elas, remobilizá-las, chamá-las à atenção para o amor que esta equipa tem por Lisboa e conjuntamente com elas pôr esta cidade a funcionar», defendeu o fadista, citado pela Agência Lusa.

CDU fala em «anos trágicos de governação»

O cabeça-de-lista da CDU à autarquia de Lisboa, Ruben de Carvalho, salientou as centenas de candidatos que os comunistas apresentam pelas 53 freguesias, «o que dá uma ideia do larguíssimo trabalho de mobilização».

Relativamente à proximidade entre os dois actos eleitorais, autárquicas e legislativas, o representante da CDU não considera que vá ter um efeito negativo nos resultados eleitorais, uma vez que tanto o país como a cidade de Lisboa «têm já uma larga experiência em eleições».

«Há uma noção generalizada por parte da população da importância destas eleições e do que está em jogo, quer o que está em jogo para o país, ao fim destes anos trágicos de governação do Governo de Sócrates, e do que está em jogo para a cidade, ao fim de oito anos de governação, primeiro PSD, depois PS e da indispensabilidade de encontrar urgentes alternativas», disse Ruben de Carvalho.
Redação / TG