A afluência às urnas nestas eleições autárquicas, até às 16:00, foi de 42,34%, segundo informa a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.

Uma percentagem que fica ligeiramente abaixo daquela que foi registada há quatro anos, à mesma hora: 44,39%. 

Olhando para as últimas 12 eleições autárquicas, ao longo de 47 anos de democracia, a abstenção aumentou quase sempre e essa tendência começou em 1982, ano em que a taxa foi de 28,6%.

No sufrágio seguinte, em 1985, a abstenção fixou-se nos 36,1% e em 1989 subiu novamente para os 39,1%.

Já na década de 90, a percentagem de abstencionistas melhorou ligeiramente, com 36,6 por cento em 1993, mas voltou a aumentar em 1997 para 39,9%, mantendo-se a mesma percentagem em 2001.

Em 2005, o nível de abstenção desceu apenas algumas casas decimais, com 39%, para voltar a subir em 2009 até aos 41% e, nas eleições seguintes, atingir um novo máximo histórico.

As eleições autárquicas realizam-se com 9.306.120 eleitores inscritos para votar em 308 municípios, com mais de 20 partidos na corrida e candidaturas de grupos de cidadãos em 64 concelhos.

Há quatro anos, o PS foi o grande vencedor e conquistou 161 câmaras, duas das quais em coligação, superando o melhor resultado de sempre do ano anterior. Já o PSD, voltou a piorar o resultado em autárquicas, ao ganhar em 98 municípios (79 conquistadas sozinho, 19 em coligação), menos oito em relação a 2013.

Cláudia Évora / com Lusa