Nas eleições deste domingo, a CDU perdeu sete câmaras, mas recuperou uma de 2017, quando obteve o pior resultado de sempre em autárquicas.

Há quatro anos, os comunistas perderam 10 autarquias, sendo nove para o PS: Almada, Castro Verde, Beja, Barrancos, Moura, Alandroal, Barreiro, Alcochete e Constância.

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Para tentar recuperar alguns destes municípios, o PCP decidiu apostar em candidatos que já conseguiram recuperar câmaras no passado. Avançou para esta corrida autárquica com um total de 24 autarquias e saiu com 18

São elas: Barracos, Cuba, Serpa, Vidigueira, Arraiolos, Évora, Viana do Alentejo, Silves, Sobral de Monte Agraço, Avis, Monforte, Benavente, Alcácer do Sal, Grândola, Palmela, Santiago do Cacém, Seixal e Sesimbra. 

As sete câmaras que a CDU perdeu nestas eleições locais foram: Alvito, Moita, Mora, Montemor-o-Novo, Vila Viçosa, Loures e Alpiarça. O PS conquistou seis destes municípios, entre eles três bastiões, mas foi Loures, uma das principais apostas e aparentemente mais segura, a surpresa da noite eleitoral.

Ainda assim, os comunistas conquistaram Viana do Alentejo e Barrancos. Esta última foi a única que a CDU perdeu nas eleições de 2017 e que conseguiu reconquistar agora. Conseguiram ainda manter a câmara de Évora, mas com metade dos vereadores. 

Almada, antigo bastião da CDU, conquistado há quatro anos para o PS, foi também uma das principais batalhas eleitorais da CDU, mas a aposta na autarca cessante de Setúbal, Maria das Dores Meira, não foi suficiente para derrotar Inês de Medeiros.

Jerónimo de Sousa, no discurso de domingo à noite, reconheceu que os resultados ficaram "aquém dos objetivos colocados". O dirigente comunista acrescentou que pessoalmente está desiludido com resultados eleitorais obtidos pela coligação e que agora se inicia o período de avaliação.

Cláudia Évora