O candidato do Chega à Câmara Municipal de Lisboa, Nuno Graciano, voltou esta quinta-feira a apontar a higiene urbana e a segurança como dois dos “problemas graves” da cidade, durante uma ação de rua em Benfica.

Esta tarde, o Chega Lisboa optou por percorrer parte da Estrada de Benfica, entre a Igreja e o Centro Comercial Fonte Nova.

O cabeça de lista à Câmara, Nuno Graciano, fez o percurso acompanhado pelo candidato à Junta de Freguesia de Benfica, António de Oliveira Martins, e outros elementos do partido, num grupo de cerca de dez pessoas, identificáveis pelas t-shirts do Chega Lisboa, que alguns envergavam, e pelas bandeiras com o símbolo do partido.

Em Benfica, Nuno Graciano identifica os mesmos problemas que viu, por exemplo, na terça-feira em Campolide: a falta de limpeza e a falta de segurança.

Nós percebemos que há problemas comuns a todas as freguesias. Esta freguesia tem que primar pela Higiene Urbana, é um dos problemas graves de que não se tem falado nos debates. A Higiene Urbana e a Segurança são fundamentais aqui para a freguesia de Benfica. Para todas, mas para esta especificamente também”, disse aos jornalistas a meio do percurso.

O candidato insistiu, tal como fez na ação de rua em Campolide, que a recetividade daqueles com quem se cruza nas ruas “é boa”.

A recetividade é muito diferente daquilo que as pessoas dizem e muito diferente daquilo que algumas sondagens indicam. Na verdade, nós andamos na rua e as pessoas estão dispostas a ouvir as nossas propostas, a conversar connosco, gostam de conversar connosco e estão de facto muito cansadas de 47 anos desta governação bi ou tripartida que tem existido. As pessoas estão recetivas a um novo partido, estão recetivas às nossas ideias”, afirmou.

Em Benfica, aconteceu de tudo: houve quem os ouvisse e demonstrasse apoio, como um dos vendedores da feira instalada junto à Igreja de Benfica, para quem os elementos do Chega “falam muita coisa correta que é preciso ser posta em prática”, ou da senhora que aproveitou para pedir uma casa a Nuno Graciano, porque aquela onde vive é muito pequenina.

Com esta mentirada toda, eu vou votar no Chega”, disse.

De um reformado ouviram que “sendo um partido reativo, o programa tem que ser cumprido à regra e ir buscar o dinheiro retirado para distribuir por quem precisa”.

Mas a comitiva do Chega também se cruzou com pessoas que não quiseram receber folhetos, havendo uma senhora que chegou a devolvê-lo, quando se apercebeu do que se tratava, e muito menos trocar impressões com os candidatos: “não estou nada interessada em falar com vocês” foi uma das frases que ouviram em Benfica.

Eu não gosto do André Ventura [líder nacional do Chega]”, disse a um dos elementos da comitiva um rapaz, com cerca de 12 anos.

Como noutras ocasiões, houve quem reconhecesse de imediato Nuno Graciano, não como candidato à Câmara de Lisboa, mas como o senhor que durante vários anos lhes ‘entrou em casa’ através de um ecrã de televisão.

Conheço-o da televisão, claro. Agora anda nisto?”, perguntou-lhe uma senhora.

 

Gosto muito de si, sempre o achei bom ator e tudo. Foi uma pena ter deixado a televisão porque era um grande ator. Deixou agora de ser ator e é uma pena”, ouviu o candidato do Chega de outra senhora, que considerou que, “se como ator era bom, como político também pode ser”. “No Chega é que eu não sei…”, disse-lhe.

Além de Nuno Graciano, concorrem à Câmara de Lisboa Fernando Medina (coligação PS/Livre), Carlos Moedas (coligação PSD/CDS-PP/PPM/MPT/Aliança), Beatriz Gomes Dias (BE), Manuela Gonzaga (PAN), Bruno Horta Soares (IL), Tiago Matos Gomes (Volt Portugal), João Ferreira (CDU), João Patrocínio (Ergue-te), Bruno Fialho (PDR), Sofia Afonso Ferreira (Nós, Cidadãos!) e Ossanda Liber (movimento Somos Todos Lisboa).

Agência Lusa / CE