A coordenadora do BE defendeu este sábado que os últimos quatros anos “mostraram que é onde acaba a maioria absoluta do PS que começa a mudança” em Lisboa, pretendendo no próximo mandato avançar na habitação, onde “o PS travou”.

No Largo de São Carlos, em Lisboa, a caravana da campanha autárquica do BE promoveu esta tarde um comício distrital, que juntou os candidatos do partido às autarquias deste distrito, entre os quais a cabeça de lista a Lisboa, Beatriz Gomes Dias.

A fechar a ronda de discursos, a coordenadora do BE, Catarina Martins, trazia uma mensagem clara sobre a corrida eleitoral na capital, onde o partido assinou há quatro anos, para o mandato que agora termina, um acordo pós-eleitoral para a governação da cidade com o autarca socialista, Fernando Medina.

E agora? Agora, se nos perguntarem o que queremos fazer nos próximos quatro anos, respondemos que queremos fazer o que ainda não foi feito, porque os últimos quatro anos mostraram que é onde acaba a maioria absoluta do PS que começa a mudança na cidade da Lisboa”, afirmou.

Segundo a líder do BE, no próximo mandato autárquico em Lisboa é preciso avançar “onde o PS travou”, ou seja, é preciso “avançar agora no direito à habitação”.

O BE, segundo Catarina Martins, provou que é capaz de “assumir todas as responsabilidades executivas na autarquia” e, com “o seu trabalho em Lisboa” e “a consistência do seu trabalho em tantas autarquias, provou que é capaz de mudar”.

E aqui estamos agora para dizer que combatendo maiorias absolutas fazemos a diferença e que, sim, estaremos disponíveis para acordos de executivos se eles garantirem direito à habitação, se eles garantirem transporte, se eles garantirem igualdade”, comprometeu-se.

Os bloquistas, segundo a sua líder, não passarão “cheques em branco a ninguém porque, para o Bloco de Esquerda, a política autárquica não é sobre cargos, é sobre a vida no concelho, na freguesia”.

Garantindo que o BE “nunca fará maiorias com a direita”, Catarina Martins avisou que “a política velha tem os dias contados” nas autarquias.

Agência Lusa / CE