O PS venceu novamente a Câmara da Amadora, com maioria, tendo Carla Tavares conquistado 43,88% dos votos e mantido os sete mandatos. Por seu lado, a candidata da coligação encabeçada pelo PSD, Suzana Garcia, conseguiu melhorar os resultados do partido, passando a eleger mais um mandato.

Ainda assim, a candidata apoiada pelos sociais-democratas conseguiu um aumento de cerca de quatro mil votos. Em concreto, foram mais 3.977 votos para o PSD em relação a 2017, o que se traduziu num aumento percentual de 18,09% para 24,55%.

A CDU mantém-se com um mandato enquanto o Bloco de Esquerda perde o vereador que tinha.

O PS ganhou confortavelmente nas seis freguesias do concelho (Águas Livres, Alfragide, Encosta do Sol, Falagueira-Venda Nova, Mina de Água e Venteira).

Suzana Garcia assume derrota... com "vitória"

A candidata Suzana Garcia, que liderou a coligação ‘Dar Voz à Amadora’ (PSD/CDS-PP/Aliança/MPT/PDR), assumiu a responsabilidade por não ter conseguido vencer a eleição para a câmara municipal amadorense, que voltou a ser conquistada pelo PS.

Na reação aos resultados, que deram o triunfo à candidatura liderada pela socialista Carla Tavares, com 43,88% (sete mandatos), e apenas 24,55% (três mandatos) para a sua coligação, Suzana Garcia começou por considerar o desempenho da sua lista como uma “vitória”, face à quase duplicação dos melhores resultados do PSD no concelho, mas deu a cara pelo desfecho no concelho da Amadora.

Dedico esta vitória que nós obtivemos a toda esta equipa e, na parte em que existiu a derrota - por não termos obtido a vitória final -, a responsabilidade é apenas minha”, vincou, sem deixar de felicitar os partidos que a acompanhavam na coligação.

Paralelamente, Suzana Garcia destacou também a eleição, “pela primeira vez na república portuguesa”, de uma vereadora luso-chinesa, além da “iminência” de eleger um “vereador de ascendência cabo-verdiana”.

Nas eleições para a Amadora, o terceiro lugar coube à CDU, numa lista encabeçada por António Borges, com 9,93% (um mandato), seguida de Chega, com 5,44%, Bloco de Esquerda (5,33%), PAN (3,12%), Iniciativa Liberal (2,79%), PPM/RIR (0,61%) e MAS (0,37%).

António Guimarães