A coordenadora bloquista acusou hoje o PS de ter reescrito "um pouco a história destes quatro anos com factos que não correspondem à verdade", considerando que para continuar o trabalho é bom que as pontes "nunca se queimem".

No final de uma visita aos Bombeiros Voluntários da Marinha Grande, distrito de Leiria, Catarina Martins foi questionada sobre o artigo que hoje assina no jornal Expresso, no qual responde ao socialista Manuel Alegre, depois de na segunda-feira o líder do PS, António Costa, ter afirmado que o Bloco só se juntou à solução de apoio parlamentar depois de o PCP o ter feito.

"As eleições fazem-se sempre de balanços do que foi feito e dos caminhos que se querem trilhar e, na verdade, nas últimas semanas, o PS reescreveu um pouco a história destes quatro anos com factos que não correspondem à verdade", acusou.

Segundo Catarina Martins, "é importante repor esses factos", garantindo que foi isso que fez no artigo, no qual assegura, por exemplo, que no sábado de reflexão das legislativas de 2015 ficou combinado que um representante de António Costa, Fernando Medina, se reuniria com uma pessoa indicada por Catarina Martins, no caso o dirigente Jorge Costa, na manhã das eleições.

"E nós para a frente o que é que queremos? Queremos um país mais forte, com um investimento que responda pelas pessoas e queremos fazer este caminho das eleições com essa proposta e não queremos que haja pontes queimadas sobre o que aconteceu", avisou.

As pontes construídas "durante quatro anos foram tão importantes para melhorar a vida das pessoas", destacou Catarina Martins aos jornalistas, "e o Bloco de Esquerda leva esse trabalho muito a sério".