O líder parlamentar bloquista defendeu esta sexta-feira a necessidade “testar em massa”, “rastrear com recursos” e acelerar a vacinação, para que haja um desconfinamento em segurança das restrições impostas para combater a pandemia de covid-19.

É necessário que, para lá do plano [de reabertura], a execução esteja à altura das necessidades do país. Testar em massa não pode ser apenas um objetivo que fique no papel porque, desde janeiro, o Governo diz que o quer fazer, mas ainda não o fez”, lamentou Pedro Filipe Soares, nos Passos Perdidos do parlamento.

O chefe do Governo, António Costa, anunciou na quinta-feira um plano de desconfinamento, mas "com cautela” e “a conta-gotas", após reunião do Conselho de Ministros e já com um 13.º período de estado de emergência aprovado no parlamento, até 31 de março.

“Rastrear com recursos suficientes não pode ficar no papel. Já há vários meses que o Governo diz que pretende ter uma capacidade de rastreio alargada, mas esse rastreio não tem acompanhado a situação”, continuou o deputado do BE.

Já na segunda-feira, reabrem creches, ensino pré-escolar e escolas do primeiro ciclo de ensino e as atividades de tempos livres (ATL) para as mesmas idades, sendo autorizado o comércio ao postigo e a reabertura de estabelecimentos de estética como os cabeleireiros.

Temos reforçado a ideia de que a vacinação é importante que seja acelerada. Portugal, estando à frente do Conselho Europeu, pode e deve ter o papel liderante na forma como a Comissão e a União Europeia lidam com as farmacêuticas. Ninguém compreende que, havendo uma vacina, estando comprovado que tem efeitos positivos, ninguém compreende que, em nome do lucro, as patentes continuem bloqueadas”, defendeu ainda Soares.

O presidente da bancada bloquista desejou por fim um “Governo mais rápido a agir”, argumentando que “há apoios sociais e económicos que desde janeiro foram anunciados e não saíram do papel”.

/ HCL