A coordenadora do BE defendeu esta quarta-feira que o Governo deve usar a requisição civil, prevista em anteriores decretos presidenciais, para colocar toda “a capacidade de saúde instalada em Portugal” sob o comando do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Após ser recebida, no Palácio de Belém, em Lisboa, pelo Presidente da República sobre a renovação do estado de emergência, de 24 de dezembro até 07 de janeiro no âmbito da pandemia de covid-19, a coordenadora do BE, Catarina Martins disse ter transmitido a Marcelo Rebelo de Sousa que considera que janeiro vai ser “um mês particularmente difícil” e em que o Serviço Nacional de Saúde vai “sofrer uma pressão extraordinária”.

Por isso, nós viemos hoje dizer ao Presidente da República que, aquilo que sempre defendemos, é agora particularmente urgente: precisamos de toda a capacidade instalada da saúde em Portugal sob o comando do SNS”, defendeu.

A coordenadora do BE salientou que a possibilidade de requisição civil de meios de saúde aos privados tem estado prevista “em anteriores decretos presidenciais”, apesar de o Governo nunca a ter, até agora, utilizado.

É muito importante que o decreto continue a prever essa possibilidade e o Governo deve depois utilizá-la. Se isso foi sempre importante, e julgo que foi um erro o Governo não o ter feito na preparação da segunda fase, será mais importante a partir de agora, se a uma eventual terceira vaga de covid-19 se juntar um plano de vacinação que é exigente e todos os cuidados de saúde não covid”, apelou.

Catarina Martins não quis adiantar como votará o BE na quinta-feira o a provável renovação do estado de emergência, dizendo querer ver primeiro o texto do decreto presidencial.

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