O primeiro-ministro considerou hoje que "valeu a pena" o acordo parlamentar entre o PS, Bloco, PCP e PEV, defendendo que introduziu uma mudança política, "garantiu estabilidade" ao país, regresso à "normalidade" constitucional e "recuperação" económica.

António Costa assumiu esta posição na sessão de encerramento do debate do Orçamento do Estado para 2019, momentos antes de os deputados procederem à votação final global da proposta do Governo.

Estamos a poucos minutos de comprovar que valeu a pena o PS, o Bloco de Esquerda, o PCP e "Os Verdes" terem construído a maioria parlamentar que permitiu a mudança de políticas, garantiu a necessária estabilidade, o regresso à normalidade constitucional, a recuperação económica do país e a melhoria sustentada da vida dos portugueses. Vencidas as dúvidas de muitos, desmentidos os anunciados planos B, desautorizadas as proclamadas impossibilidades aritméticas, afastados os receados diabos, este é o momento certo de dizer, valeu a pena afirmar uma alternativa de Governo que permitiu reconstruir a confiança", sustentou António Costa.

De acordo com o primeiro-ministro, no caminho até agora percorrido pelo seu executivo, houve "mais crescimento, melhor emprego, maior igualdade, contas certas, e credibilidade internacional de Portugal".

A principal conquista desta legislatura é a confiança. Desde logo a confiança dos cidadãos nas instituições democráticas e na União Europeia. Temos hoje uma democracia mais rica, onde todos contam por igual, onde é sempre possível construir uma alternativa em que a participação ativa na União Europeia não subtrai aos cidadãos a liberdade de escolha, como se estivessem condenados ao pensamento único da ortodoxia liberal", declarou, numa nota de demarcação face ao Governo anterior.