O candidato da Iniciativa Liberal (IL) à presidência da Câmara Municipal de Lisboa, Bruno Horta Soares, defendeu esta sexta-feira a liberalização dos transportes públicos coletivos na capital, manifestando-se contra monopólios públicos e privados.

A responsabilidade da câmara […] devia ser a orquestração dos transportes da cidade. Defendemos a liberalização dos transportes públicos coletivos em Lisboa, porque à câmara poderia e devia caber a definição e a gestão de ‘slots’ da cidade, mas não devia haver esta proibição de qualquer operador privado operar em Lisboa”, disse à agência Lusa o cabeça de lista da IL.

 

Somos contra monopólios públicos e privados, portanto também somos contra monopólios de transportes públicos em Lisboa”, acrescentou Horta Soares, que falava à margem de uma ação de campanha eleitoral no Parque das Nações.

Comentando a promessa do atual presidente da câmara e candidato da coligação PS/Livre, Fernando Medina, de acrescentar 50 quilómetros de ciclovias à rede já existente em Lisboa, Horta Soares disse que “não é difícil fazer coisas ao metro” e sublinhou que “o planeamento continua a ser feito sem estudos, sem conversas com moradores”.

Não sei onde vão ser esses 50 quilómetros, mas se for no centro da cidade, espero que sejam muito bem pensados e planeados, como não foram os quilómetros que temos na avenida Almirante Reis e outros locais, onde fica a sensação de que a única métrica de valor […] é o número de quilómetros”, declarou

O candidato da IL considerou que é importante pensar a ciclovia, mas também toda a plataforma de circulação, quer de bicicletas, de trotinetas, e o próprio serviço, que continua, na sua opinião, a ter pouca oferta, desejando que houvesse “uma evolução um bocadinho mais estruturada”.

Quando falamos de mobilidade, alterações climáticas, qualidade de ambiente, habitação, comércio, tudo devia ser uma visão integrada. A sensação que fica é que fazem ciclovias e não se percebe bem se é uma questão ambiental ou de mobilidade. […] É muito difícil entender qual é a visão de cidade integrada de Fernando Medina, porque parece que há uma espécie de competição de cada vereador de fazer coisas giras, mas que estão completamente desintegradas”, disse Bruno Horta Soares, que propõe “uma cidade inteligente”.

Para o candidato da IL, “a única forma de ter uma cidade inteligente e integrada é investir muito mais em tecnologias e não em cimento, que é a única coisa que nestas obras tipicamente acontece”.

Horta Soares comentou ainda o anúncio do presidente do Chega, André Ventura, de que o partido vai propor a redução no número de mandatos autárquicos, tanto nas câmaras, como nas assembleias municipais e nas juntas de freguesia, afirmando a IL não alinha em “agendas que são introduzidas manifestamente por populismos” e sem qualquer enquadramento.

Agência Lusa / CE