O cabeça de lista da coligação PSD/CDS-PP/MPT/PPM/Aliança à Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, visitou este domingo a Feira das Galinheiras e apresentou-se como “um político diferente”, procurando ouvir todas as pessoas, com algumas a pedirem “uma mudança radical”.

Não é uma questão de capturar votos, é falar com as pessoas, é dar-me a conhecer”, afirmou o social-democrata Carlos Moedas, em declarações aos jornalistas, desvalorizando o facto da maioria das pessoas abordadas na Feira das Galinheiras, na freguesia lisboeta de Santa Clara, sobretudo feirantes, ter referido: “não voto aqui”.

O candidato da coligação “Novos Tempos” à presidência da Câmara de Lisboa questionou os feirantes sobre como corre o negócio e a principal queixa foi a falta de estacionamento.

Precisamos de alguém que ajude os feirantes”, ouviu-se durante o percurso da comitiva de Carlos Moedas, que começou pelas 10:20 e terminou pelas 12:00, passando por todas as bancas, mas sem se cruzar com o seu principal adversário e atual presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, que também por lá andava, assim como outros candidatos.

Sem frente a frente com Fernando Medina, Carlos Moedas escutou as reclamações dirigidas ao socialista, inclusive houve quem se queixasse de não ter sido cumprimentado durante a ação de campanha da coligação PS/Livre, e recebeu os pedidos para melhorar a cidade, sobretudo na área da habitação.

Espero que vocês não sejam trafulhas como o que lá está [na Câmara de Lisboa]. Precisamos de pessoas corretas”, atirou a feirante Maria Santos, de 73 anos, desejando “que ganhe o melhor” nas eleições do próximo domingo, 26 de setembro.

Outra feirante recebeu os folhetos da coligação “Novos Tempos” na corrida à Câmara de Lisboa e afirmou que “era bom, para que houvesse uma mudança, mas uma mudança radical”.

Já o lisboeta António Trindade elogiou Carlos Moedas por falar dos problemas dos bairros municipais, inclusive a falta de condições das casas, disponibilizando-se a “testemunhar contra o Medina”, afirmando: “Uma renda acessível não é eu ganhar 665 euros e pagar 230 [euros]”.

O ex-comissário europeu Carlos Moedas trocou ainda palavras com os feirantes sobre a posição de Portugal na Europa, com a situação de atraso em relação aos restantes países, inclusive o ordenado mais baixo, e com um refugiado afegão que se encontra em Lisboa com a mãe e os irmãos, percebendo a falta de segurança no Afeganistão e realçando que a União Europeia é “um símbolo de liberdade”.

No final da visita à feira, onde comprou alguns produtos artesanais, o social-democrata ficou muito satisfeito com a recetividade, concluindo que “as pessoas estão cansadas do sistema atual”, uma vez que “todos pediam apenas e só mudança, já não acreditam nesta governação socialista”.

Não só Fernando Medina não os ouviu como presidente da Câmara, mas também não os ouve como candidato, e isso em política é muito importante, é ouvir, ouvir as pessoas”, apontou Carlos Moedas, assumindo o perfil de “um político diferente”, que comunica com todos, apelando ao voto na coligação “Novos Tempos” para trazer mudança a Lisboa.

Concorrem à presidência da Câmara de Lisboa, no próximo dia 26, Fernando Medina (coligação PS/Livre) Carlos Moedas (coligação PSD/CDS-PP/PPM/MPT/Aliança), Beatriz Gomes Dias (BE), Bruno Horta Soares (IL), João Ferreira (CDU - coligação PCP/PEV), Nuno Graciano (Chega), Manuela Gonzaga (PAN), Tiago Matos Gomes (Volt), João Patrocínio (Ergue-te), Bruno Fialho (PDR), Sofia Afonso Ferreira (Nós, Cidadãos!) e Ossanda Líber (movimento Somos Todos Lisboa).

Agência Lusa / CE