O candidato à Câmara Municipal de Lisboa apoiado pelo PSD foi entrevistado esta segunda-feira por Miguel Sousa Tavares, na TVI24. Questionado sobre qual a razão que o levou a enveredar por uma carreira autárquica, Carlos Moedas diz que se candidata à capital para "fazer de Lisboa uma grande cidade".

Achei que neste momento fazia sentido. A decisão foi muito pensada, sobretudo a nível pessoal", afirmou, lembrando as oportunidades de carreira de que abdicou, depois de já ter passado pelo Governo de Pedro Passos Coelho e pela Comissão Europeia.

Para Carlos Moedas, o futuro vai passar pelas cidades, o "único ponto cardeal onde se junta a criatividade e a inovação".

Pensando em Lisboa como uma cidade que pode ser "fantástica", o candidato social-democrata diz que a capital "não está na Liga dos Campeões das cidades".

Reconhecendo que não tem uma cara tão conhecida do povo, Carlos Moedas fala num "desgaste e cansaço muito grandes" de uma gestão socialista que dura há 14 anos. Confrontado com as mais recentes sondagens, que dão uma vitória clara a Fernando Medina (candidato apoiado pelo PS e atual presidente da Câmara Municipal de Lisboa), o candidato laranja diz que é tudo uma questão de "máquina".

Temos um presidente da câmara que tem uma máquina da câmara municipal que anuncia todos os dias e a todas as horas, que está presente nas televisões e tem nessa sondagem 40 e não sei quantos por cento. Só estranho é ele não ter mais. Se eu tivesse a máquina que ele tem atrás, eu tinha mais de certeza. Ele só pode descer, e eu só posso descer", disse, reiteradamente.

Reconhecendo que muitos eleitores não vão votar em si, Carlos Moedas diz que o importante é a participação da população na vida ativa de Lisboa.

Sobre os projetos para Lisboa, Carlos Moedas diz que a capital tem de ser muito mais do que é atualmente, dizendo que a cidade não pode ser só "shows e feiras".

Críticas foram lançadas também ao setor da Cultura, com o candidato social-democrata a falar numa "destruição" do setor, voltando a comparar a capital com as grandes cidades europeias.

Outro dos problemas apontado por Carlos Moedas é o envelhecimento da população, e o candidato aposta na criação de uma vida "menos isolada", o que pode ser ajudado pela tecnologia.

Em relação à aposta na área do Turismo, e questionado se o objetivo continuará a ser "os milhões de turistas" na capital, Carlos Moedas reconhece a importância do setor, amplamente afetado pela pandemia de covid-19.

Dessa forma, o candidato quer criar novos centros turísticos. anunciando que a taxa de dois euros por dormida e por noite poderá vir a ser reduzida, caso Carlos Moedas vença.

António Guimarães