Carlos Moedas sublinhou este domingo a necessidade de os lisboetas valorizarem a liberdade para votar e lamentou que algumas pessoas não pudessem exercer esse direito por estarem a cumprir isolamento profilático.

Perante a pandemia e questionado sobre se a classe política falhou às pessoas obrigadas a ficar em casa, o candidato pela coligação “Novos Tempos” afirma que “estas coisas são sempre difíceis”.

“Devíamos ter previsto que toda a gente fosse votar. Tenho muita pena que esta falha tenha acontecido”, admitiu, após ter ido às urnas em Campo de Ourique, Lisboa.

Aos jornalistas, Moedas destacou um exemplo dado pelo seu pai que lhe dizia que “o dia do voto é o mais feliz da sua vida” para assumir que “vivemos tempos muito exigentes” e que “é preciso votar”. 

Moedas preferiu ainda deixar previsões sobre a abstenção para os “comentadores e especialistas”, preferindo apenas focar-se naquilo que vê à sua frente: “Observo uma grande afluência e é extraordinário ver a democracia a funcionar”.

“O poder local é conseguir mudar a vida das pessoas através da proximidade. Esta votação é especialmente importante para a vida de todos os dias. É importante que saiam de casa e votem”, apelou o antigo comissário europeu.

Depois de sete meses na rua em campanha, Moedas revelou-se feliz por poder voltar a estar com a família a um domingo e manifestou um sentimento de “dever cumprido”, suspendendo as críticas a Medina. “Hoje não é dia para falar sobre sondagens. Não vou comentar nada em relação às eleições. Temos de ter consciência da importância do voto”.