Actualizada às 19:15

Carmona Rodrigues não avança com uma candidatura à Câmara Municipal de Lisboa (CML). O antigo líder da autarquia comunicou a decisão na tarde desta quarta-feira, em conferência de imprensa. Também disse que não vai apoiar qualquer candidato.

«Não me revejo em nenhuma das candidaturas. Sei exactamente em quem não irei votar. Ainda não sei em quem vou votar», disse.

O antigo presidente da autarquia admite indicar «um sentido de voto», mais tarde, depois de «conhecer os programas e as pessoas.

«Lisboa com Carmona» continua

Carmona Rodrigues promete continuar «a lutar» com o movimento com o seu nome, uma «associação cívica alfacinha». A luta passará sobretudo pela «reflexão» e «intervenção» em assuntos que digam respeito à cidade. «Todos continuamos atentos e empenhados», disse.

Carmona Rodrigues tomou a decisão de não avançar depois de uma «avaliação do movimento político e da difícil governação da cidade» e sublinha que a candidatura de Pedro Santana Lopes, pelo PSD, «não teve nenhum peso».

«Natural» união de Costa com Roseta

Depois de ter garantido a eleição como vereador no último escrutínio intercalar, através do movimento «Lisboa com Carmona», foi desvendado o mistério que se adensava nas últimas semanas, ainda para mais quando vários candidatos, nomeadamente à Esquerda, optaram por acordos.

Esta quarta-feira, António Costa e Helena Roseta anunciaram um «acordo coligatório». Facto que Carmona Rodrigues encara «com naturalidade». «É natural que, em alturas de crise, as famílias se voltem a reunir. É natural que isso aconteça também com a família do PS», disse Carmona rodrigues

Carmona Rodrigues foi presidente da Câmara em 2004, quando Santana Lopes deixou o cargo para se tornar primeiro-ministro. Candidatou-se pelo PSD, em 2005, e ganhou as eleições contra Manuel Maria Carrilho. Viria a desligar-se do partido e avançou de forma independente em 2007, nas intercalares que António Costa ganhou. O movimento que encabeçou elegeu três vereadores. No dia em que passam dois anos desta eleição, Carmona prometeu publicar, em Setembro, um livro com o balanço do mandato.