A coordenadora do Bloco de Esquerda destacou esta quinta-feira no discurso do Dia de Portugal pelo Presidente da República a defesa da diversidade da comunidade nacional e a ideia de que a recuperação económica tem de beneficiar todos.

Catarina Martins assinalou estes dois pontos do discurso proferido por Marcelo Rebelo de Sousa, esta manhã, no Funchal, durante uma ação em assinalou os 26 anos do assassinato de Alcindo Monteiro, perto do Chiado, em Lisboa, por um grupo de neonazis.

Alcindo Monteiro foi assassinado por racistas num crime de ódio. E, neste 10 de Junho, pela primeira vez, temos uma placa que assinala este crime de ódio, porque não pode haver esquecimento", declarou a coordenadora do Bloco de Esquerda, fazendo depois a ligação deste tema a um dos assuntos abordados pelo chefe de Estado no discurso que proferiu nas comemorações do Dia de Portugal.

 

Na sua mensagem, o Presidente da República referiu a diversidade de que a comunidade nacional é feita. E o nosso objetivo deve ser melhorar a vida de todas as pessoas desta comunidade nacional que é diversa, respeitando todos e cada um, lutando contra todas as discriminações e rejeitando em absoluto o crime de ódio e a violência", frisou Catarina Martins, tendo a seu lado a candidata do Bloco de Esquerda à Câmara de Lisboa, Beatriz Gomes Dias.

Perante os jornalistas, Catarina Martins disse ter registado que "o Presidente da República teve duas afirmações importantes".

Em primeiro lugar, chamou a atenção para a diversidade da comunidade nacional e do respeito que todas as pessoas que constroem a riqueza do país, que aqui trabalham, nos merecem. É muito importante afirmar o país e o respeito por toda a gente que constitui a nossa comunidade", reforçou a coordenador.

Por outro lado, Catarina Martins destacou a ideia do Presidente da República de que a recuperação pós-pandemia da covid-19 "terá de trazer uma melhoria das condições de vida de todos".

Vivemos num país com salários baixos, com enorme precariedade laboral e, se nada for feito, no pós-pandemia todos os estudos indicam que o emprego a criar será ainda de pior qualidade e com salários mais baixos do que os atualmente existentes", advertiu a dirigente bloquista.

Neste ponto, Catarina Martins defendeu que "é preciso atuar e reforçar agora os direitos de quem trabalha para garantir que haverá uma recuperação não com emprego de pior qualidade, mas, pelo contrário, com empregos com melhores salários e mais direitos".

É preciso combater esta perspetiva terrível de futuro de que os jovens terão menos possibilidades do que os seus pais tiveram antes deles. Um país para ter futuro tem de ser um país em que as pessoas sabem que vale a pena trabalhar, porque têm a perspetiva de uma vida melhor", acrescentou.

/ CE