A coordenadora do BE, Catarina Martins, defende que "tudo o que tiver corrido mal" na queda do helicóptero do INEM, no domingo, em Valongo, "deve ter consequências", sublinhando que o "inquérito está em curso".

À margem de uma visita ao prédio Santos Lima, em Lisboa, Catarina Martins foi questionada pelos jornalistas sobre o relatório preliminar da Proteção Civil sobre a queda do helicóptero do INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica) em Valongo, divulgado esta terça-feira, que aponta falhas à NAV Portugal, ao 112 e ao Comando Distrital de Operações de Socorro do Porto (Proteção Civil).

O inquérito está em curso e, claro, tudo o que tiver corrido mal deve ter consequências", respondeu apenas a coordenadora do BE.

Num comunicado enviado minutos antes da divulgação do documento, o Ministério da Administração Interna explicava que, "perante as conclusões" do relatório preliminar da ANPC, ordenou o envio do mesmo aos ministros da Defesa Nacional e do Planeamento e Infraestruturas "para esclarecimento das circunstâncias da não observância dos procedimentos previstos na Diretiva Operacional n.º 4 - Dispositivo Integrado de Resposta a Acidentes com Aeronaves, pela Força Aérea e pela NAV" - Portugal.

A Diretiva Operacional n. º4, da ANPC, determina que assim que haja conhecimento de um acidente com uma aeronave deve, em primeiro lugar, e o mais rápido possível, informar-se o Centro de Busca e Salvamento da Força Aérea.

O relatório preliminar foi também enviado ao primeiro-ministro, António Costa, e à Procuradoria-Geral da República, que já havia anunciado a abertura de um inquérito para apurar as circunstâncias do acidente.