"É um Governo que assume, em boa medida, continuar algumas coisas como sempre foram até aqui e não é só em matérias como não querer reestruturar a dívida ou assumir que é possível cumprir constrangimentos europeus, que são um problema para o país e nos retiram possibilidades todos os dias. Significa também que não temos aqui uma mudança de paradigma de como é que olhamos, do ponto de vista estrutural, para o país e a questão ambiental será claramente uma questão sempre dura"









Política "não pode ser medida pelo discurso da Miss Universo"


Catarina Martins disse ainda que a política "não pode ser medida pelo discurso da Miss Universo" e que os partidos têm de ser consequentes quando manifestam preocupações com a paz ou o clima.

"Estamos todos de acordo, queremos todos a paz e estamos todos muito preocupados com o clima. Só que a política não pode ser medida pelo discurso da Miss Universo, tem de ser medida pela capacidade que temos de fazer propostas e de sermos consequentes com aquilo que defendemos".


Segundo a porta-voz do Bloco de Esquerda, "os deputados de vários grupos parlamentares" na Assembleia da República "foram convidados a ir para o plenário [hoje] com umas velinhas e acenderem umas velinhas em nome da paz", o que os deputados bloquistas não vão fazer.

"O grupo parlamentar do Bloco de Esquerda não vai fazer isso", disse Catarina Martins, que não esclareceu quem fez o convite, justificando a recusa dado que, "com exceção do PCP", os restantes partidos da Assembleia da República [PSD, CDS-PP e PS], que poderão acender uma vela pela paz, incluem-se no lote de partidos europeus "que chumbaram todas as propostas que o Bloco de Esquerda fez no Parlamento Europeu para travar a venda de armas ao autodenominado Estado Islâmico".

"Portanto, nós podemos acender velinhas pela paz mas depois é preciso saber o que é que se faz, ou não, por isso", alegou, comparando esta iniciativa à cimeira do Clima, realizada em Paris.