O Bloco de Esquerda considera que o aumento do salário mínimo para os 557 euros, que entrou em vigor em janeiro, reduziu as desigualdades e promoveu o emprego. Uma constação de Catarina Martins, que fez questão de criticar confederações, direita, Bruxelas e "alguns setores do PS" a este propósito.

Falando em Portimão, na conferência de imprensa de arranque das jornadas parlamentares do BE, Catarina Martins dirigiu-se aos deputados do partido e outros dirigentes locais e abordou o relatório de acompanhamento do salário mínimo nacional, apresentado na quinta-feira pelo Governo aos parceiros sociais.

Um relatório que dá conta de uma subida de quase 14% das pessoas a receber salário mínimo em Portugal, para 730 mil trabalhadores. Os patrões, porém, estão reticentes quanto a futuros acordos, acusando o Governo de não estar a cumprir o acordo celebrado em concertação social.

"Parar o empobrecimento do país é em si uma reforma importantíssima face ao que tem acontecido nos últimos anos", começou por dizer, aqui citada pela Lusa.

Depois, realçou que o relatório "desmente tudo o que foi dito por confederações, pela direita, pela Comissão Europeia, e até alguns setores do PS que temiam o aumento do salário mínimo nacional".

"Começa a existir uma valorização dos salários em Portugal", constatou, sendo que o BE pretende que o salário mínimo seja de 600 euros até final da legislatura.

"Pode-se fazer diferente" da direita e "há uma outra forma de olhar para a economia", concluiu.