A coordenadora do Bloco de Esquerda defende que os pais passem a receber a 100% para ficar em casa com os filhos, uma vez que se adivinha uma pausa "prolongada", devido aos números da pandemia. Ainda assim, também defende a reabertura de creches, pré-escolar e escolas do 1º ciclo assim que for possível.

Catarina Martins reuniu-se com o Presidente da República para discutir a renovação do estado de emergência por mais 15 dias.

A bloquista não revelou o sentido de voto do partido, mas admitiu que “quando é preciso limitar algum tipo de liberdade, isso deve ser feito por estado de emergência”. Não sem criticar algumas das medidas que têm sido tomadas:

“Achamos que a resposta tem ficado aquém do que é necessário, tanto no reforço SNS como nos apoios sociais e económicos à população.”

Catarina Martins defende que, quando for possível, devem abrir as creches, a pré-escolar e o 1º ciclo, por não ser possível, nestas idades, um ensino à distância com qualidade.

O Bloco também defende, nessa altura, que o pessoal docente e não docente deve ser testado, para garantir a segurança na reabertura desses estabelecimentos de ensino.

Em relação aos outros níveis de ensino, Catarina Martins deixou antever que as escolas vão manter-se fechadas, pelo que deverá arrancar o ensino à distância.

"Dificilmente o país terá condições para reabrir as escolas no fim destes 15 dias de pausa letiva. Devemos preparar já o ensino à distância, misto quando for possível".

Encerramento das fronteiras "está a ser pensado"

Catarina Martins confirmou que o encerramento das fronteiras vai estar no decreto da renovação do estado de emergência, como uma possibilidade.

"Está a ser discutifo nível europeu", devido ao avanço da estirpe britânica, e Portugal "tem de ter os mecanismos necessários" para o fazer, se for necessário.

"Está a ser pensado do ponto de visto europeu e lembro que o fecho de fronteiras já foi utilizado no início pandemia".

Situação vai prolongar-se "durante meses"

A coordenadora do Bloco insistiu que, na conversa com Marcelo, se falou do "tempo prolongado" da pandemia e que a "situação muito complicada" vai "prolongar-se no tempo".

“São necessárias políticas públicas que compreendam que a situação vai permanecer durante meses ainda.”

Além dos apoios para os pais e da preparação para o ensino à distância, Catarina Martins defendeu que é necessário um "reforço do SNS", nomeadamente "da capacidade e de reter e contratar profissionais".

Os bloquistas também sublinham uma "lacuna grave", que diz respeito a quem acabou o subsídio de desemprego em dezembro: "Ficaram sem apoio e a situação tem de ser resolvida quanto antes, através da renovação automática."

Catarina Pereira